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Autoridades em frente de ecrã de IPTV

A luta contra a pirataria de conteúdos digitais sofreu um novo e duro golpe. As autoridades italianas levaram a cabo uma megaoperação que resultou no desmantelamento de uma das maiores redes de IPTV ilegal da Europa, um serviço que gerava uma receita mensal de cerca de 9 milhões de euros.

A rede contava com quase 900.000 subscritores em todo o continente, que, através de uma subscrição de baixo custo, acediam ilegalmente a um vasto catálogo de conteúdos de plataformas como a Sky, DAZN, Mediaset, Netflix e Amazon Prime Video. A operação, apelidada de "Maxi", culminou na detenção de oito indivíduos suspeitos de liderar o esquema.

O golpe milionário da pirataria

A dimensão da rede era impressionante, com as autoridades a estimarem que as perdas para os detentores de direitos de autor e serviços de streaming ascendam a valores milionários. No entanto, os lucros dos operadores ilegais eram igualmente colossais, atingindo os 9 milhões de euros mensais com subscrições de apenas 10 euros.

Num comunicado oficial, a Polícia Italiana revelou que os suspeitos, alguns a residir no estrangeiro, estão a ser investigados por crime organizado, disseminação ilícita de transmissões de TV paga, acesso não autorizado a sistemas informáticos e fraude informática.

Uma rede organizada e sofisticada

O sucesso e a longevidade da operação criminosa assentavam numa estrutura altamente organizada. Os cibercriminosos utilizavam múltiplos servidores alojados em empresas estrangeiras para tentar iludir as autoridades e esconder as suas atividades.

Para registar linhas telefónicas, criar contas bancárias, subscrever os serviços de TV legítimos e alugar os servidores necessários, os detidos recorriam a intermediários anónimos e identidades falsas, dificultando o rastreamento das suas ações.

Stefano Azzi, CEO da DAZN Itália, reagiu à notícia, sublinhando que o volume de pirataria desmantelado "cobre apenas uma fração do total". Ainda assim, considerou positivo o bloqueio de uma rede com 900.000 utilizadores, descrevendo-o como um "número enorme de utilizadores identificáveis", o que deixa no ar a possibilidade de consequências legais também para quem subscrevia estes serviços ilegais.

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