
Se estava à espera de uma descida de preço para comprar o seu próximo telemóvel, os planos podem ter de mudar rapidamente. De acordo com informações partilhadas pelo conhecido analista Digital Chat Station, uma onda expressiva de aumentos de preços vai atingir o mercado dos smartphones já neste mês de março.
Os dados, que são também apoiados por relatórios da Counterpoint Research e da IDC, apontam para uma causa principal: o aumento implacável dos custos dos chips de memória a montante, um encargo que os fabricantes já não conseguem absorver internamente.
O custo de armazenamento nos topos de gama
A realidade para os consumidores em 2026 afigura-se mais pesada para a carteira. Os equipamentos topo de gama deverão registar um salto na ordem dos 30%. Na prática, isto significa que os utilizadores vão pagar entre 300 a 1000 yuan adicionais (cerca de 40 a 130 euros) pelas exatas mesmas configurações quando comparadas com os modelos de 2025.
O impacto será ainda mais notório para quem procura dispositivos com grande capacidade de armazenamento. As variantes equipadas com 512 GB ou 1 TB de espaço vão sofrer uma autêntica taxa de armazenamento, com agravamentos drásticos que podem atingir os 2000 yuan (aproximadamente 250 euros).
Impacto estende-se aos modelos já lançados
Engana-se quem pensa que apenas os futuros lançamentos serão afetados. As marcas de referência no mercado, como a Xiaomi, a vivo, a OPPO e a Honor, preparam o agravamento dos preços em modelos que já se encontram atualmente no mercado, como forma de lidar com a subida dos custos dos componentes.
Segundo as projeções da Counterpoint, o preço médio global dos telemóveis vai subir 6,9% este ano. No entanto, o mercado chinês, que habitualmente serve de bitola para os preços globais, assistirá a um encarecimento dos novos equipamentos entre 15% a 25% após o mês de março. Perante este cenário, a janela de oportunidade para adquirir novos dispositivos ou atualizações de memória aos preços considerados normais está a fechar-se rapidamente, forçando os consumidores a decidir entre comprar agora ou pagar o agravamento no próximo mês.












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