
A situação de faturação da Galp continua a agravar-se, deixando centenas de consumidores em dificuldades. Após vários meses sem receberem qualquer conta para pagar, muitos clientes estão agora a ser confrontados com valores acumulados que ascendem a centenas de euros, referentes a consumos que remontam ao ano passado.
O problema da faturação acumulada
Este impasse na emissão de faturas não é recente, tendo tido início ainda durante o ano passado. Embora se tenham registado casos de falta de faturação desde julho, o cenário tornou-se mais crítico a partir da primeira semana de setembro. Já no decorrer do mês de janeiro, verificou-se uma vaga de envios de faturas acumuladas, surpreendendo os utilizadores com montantes muito acima do habitual.
A DECO tem sido inundada com pedidos de auxílio desde o início de janeiro. Relatos partilhados pela SIC Notícias expõem casos dramáticos, como o de uma cliente que, habituada a faturas mensais de 20 euros, recebeu subitamente uma conta superior a 180 euros relativa a quatro meses de consumo. Perante a incapacidade de resolução, alguns clientes optaram mesmo pela rescisão dos contratos com a operadora.
Direitos dos consumidores e prazos de pagamento
É fundamental que os afetados conheçam os seus direitos perante estas falhas da empresa. A DECO relembra que, de acordo com a lei, consumos efetuados há mais de seis meses não têm de ser liquidados pelos clientes, uma vez que a dívida prescreve após esse período.
A Galp tem tentado mitigar a situação através da proposta de planos de pagamento faseados para quem já recebeu as faturas em atraso. Contudo, as associações de defesa do consumidor sublinham que os clientes não são obrigados a aceitar as modalidades sugeridas pela empresa se estas não forem as mais adequadas à sua situação financeira. Até ao momento, nem a Galp nem a ERSE, a entidade reguladora do setor, prestaram esclarecimentos adicionais sobre a origem do problema ou as soluções definitivas para os utilizadores afetados.












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