
A maioria dos utilizadores prefere manter o mesmo sistema operativo o máximo de tempo possível, independentemente de estarem no ecossistema da Apple, Android, Linux ou da Microsoft. As mudanças na interface e nas ferramentas do dia a dia geram sempre alguma resistência natural. Foi exatamente isso que aconteceu na transição entre as duas últimas grandes versões do sistema operativo da Microsoft, mas o cenário inverteu-se de forma surpreendente no início de 2026.
O salto impressionante nas estatísticas
Quando o Windows 11 foi lançado em 2021, não teve a receção mais calorosa do público. A Microsoft passou anos a promover a atualização de forma quase insistente, lançando constantes avisos, visto que grande parte dos utilizadores preferia a familiaridade e estabilidade da versão anterior. Em outubro de 2025, o Windows 10 chegou oficialmente ao fim da sua vida útil, altura em que ambos os sistemas ainda dividiam a quota de mercado de forma muito equilibrada, perto dos 50%.
No entanto, os dados mais recentes da Statcounter, referentes a fevereiro de 2026, mostram uma reviravolta massiva e inesperada. O sistema mais recente disparou para os 72,78% de quota de mercado, enquanto a versão anterior caiu a pique para os 26,27%. Trata-se de uma migração de utilizadores sem precedentes num espaço de tempo tão curto, especialmente se tivermos em conta que a mudança não ocorreu de forma imediata quando o suporte oficial terminou em outubro.

Segurança e jogos ditam a mudança
Os motivos para esta debandada repentina são vários, resultando de uma conjugação de fatores. O principal prende-se com a segurança contínua: sem novas atualizações e correções de vulnerabilidades, o sistema antigo tornou-se gradualmente num risco. Por outro lado, a comunidade de videojogos também acabou por ceder à transição. Atualmente, o sistema operativo mais recente prova que consegue correr os jogos com o mesmo desempenho, ou até com mais fluidez e FPS, quebrando o mito de que era uma má escolha para quem joga no computador.
A juntar a isto, muitos dos títulos modernos já começaram a exigir a ativação obrigatória do TPM 2.0 e do Secure Boot, forçando efetivamente a atualização do sistema. Do lado do software, a Microsoft continua a introduzir novidades exclusivas para a versão mais recente, como a integração nativa do Sysmon, novos emojis e funcionalidades que, embora por vezes dececionantes como o recente teste de velocidade na barra de tarefas, mantêm o sistema na vanguarda.
Para quem continua reticente em adotar a solução da Microsoft a longo prazo, as alternativas passam por ecossistemas de código aberto como o Linux. Apesar de o seu uso ter vindo a aumentar, continua a representar uma minoria do mercado, restando aguardar para ver se apostas focadas em videojogos, como a Steam Machine, conseguem alterar este paradigma a seu favor, segundo os dados divulgados pela TechSpot.












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