
A Meta assinou um contrato de licenciamento de conteúdos com a News Corp que permite à tecnológica utilizar artigos de publicações como o The Wall Street Journal. Este material será usado tanto para o treino de novos modelos de inteligência artificial como para as respostas diretas no seu chatbot. Embora os detalhes específicos do contrato não tenham sido totalmente revelados, as informações indicam que o pagamento chegará aos 47,5 milhões de euros (50 milhões de dólares) anuais.
O acordo tem uma duração de três anos e abrange diversas marcas do grupo de media nos Estados Unidos e no Reino Unido. Esta parceria surge numa altura em que a Meta está a reorganizar as suas equipas focadas nesta tecnologia, procurando garantir fontes de informação fiáveis para as suas ferramentas de IA.
Conteúdo premium para alimentar a inteligência artificial
Esta não é a primeira vez que a News Corp estabelece um negócio desta dimensão no setor tecnológico. A empresa já tinha assinado um contrato de cinco anos com a OpenAI, avaliado em cerca de 237 milhões de euros (250 milhões de dólares). A Meta, por seu lado, também tem vindo a expandir a sua rede de parceiros, tendo estabelecido acordos semelhantes com meios como a CNN, a Reuters ou o USA Today nos últimos meses.
O objetivo principal desta estratégia de integração de fontes noticiosas variadas é aumentar a capacidade da plataforma em fornecer informações atuais e relevantes. Ao utilizar conteúdos licenciados, a empresa pretende oferecer uma maior diversidade de pontos de vista e garantir que as respostas geradas são baseadas em factos verificados por jornalistas profissionais.
Estratégia de licenciamento e combate à recolha não autorizada
Robert Thomson, CEO da News Corp, descreveu a abordagem da empresa a este tipo de parcerias como uma tática de "atrair ou processar". Segundo o executivo, o grupo prefere estabelecer colaborações diretas e pagas com as gigantes tecnológicas que pretendem utilizar os seus dados. No entanto, deixou o aviso de que não hesitará em avançar judicialmente contra as entidades que recolham o seu conteúdo sem autorização prévia ou o devido pagamento de direitos.
Para os parceiros que aceitam negociar, Thomson refere que existem condições favoráveis e descontos, enquanto as empresas que resistem e utilizam o material de forma indevida enfrentam penalizações pesadas. Este movimento sublinha a crescente importância da proteção de direitos de autor no desenvolvimento de tecnologias generativas, conforme detalhado pelo The Wall Street Journal.












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