
O computador de secretária da Apple destinado ao mercado profissional, o Mac Studio com os chips M4 Max e M3 Ultra, tornou-se a mais recente vítima da escassez de memórias que assola a indústria tecnológica. De acordo com as informações apuradas, a máquina perdeu a opção de configuração máxima de DRAM e os valores da versão intermédia foram revistos em alta.
A alteração foi inicialmente detetada pelo portal MacRumors, que identificou mudanças na página oficial de vendas da Apple. Os utilizadores interessados no modelo mais potente, equipado com o processador M3 Ultra, já não conseguem adquirir a variante avançada com 512 GB de memória, ficando agora limitados ao máximo de 256 GB.
Escassez de DRAM obriga a Apple a remover opções de topo
Para além do desaparecimento da configuração de topo, os preços dos upgrades sofreram um agravamento considerável. A passagem dos 96 GB para os 256 GB, que anteriormente custava cerca de 1.530 euros, passou a exigir um investimento de aproximadamente 1.915 euros. Quando ainda estava disponível, o salto para os 512 GB obrigava a um pagamento adicional superior a 3.830 euros.
Esta medida já se faz sentir em diversos mercados globais, incluindo o europeu, onde o modelo de 256 GB agora apresenta preços base a começar nos 4.400 euros. Outro efeito crítico é a extensão do prazo de entrega para estas máquinas. Segundo as estimativas da companhia, o envio demora agora entre 10 a 12 semanas, o que coloca a receção do equipamento apenas em meados de maio.
Procura de hardware para IA impulsiona mudanças na linha profissional
Para além da própria falta de componentes no mercado, esta mudança estratégica pode ser atribuída à elevadíssima procura pelo Mac Studio. Devido ao seu enorme poder de processamento e aos aceleradores de IA robustos, o computador tornou-se a ferramenta de eleição para investigadores de inteligência artificial.
Com estes ajustes, a empresa de Cupertino consegue reduzir os custos de produção na encomenda de chips DRAM e assegurar que um volume maior de computadores chega às mãos dos utilizadores. Subsiste agora a dúvida sobre se outros equipamentos da marca irão sofrer cortes semelhantes nos próximos meses.












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