
Os condutores portugueses enfrentam uma nova escalada nos preços dos combustíveis, que registaram duas subidas consecutivas num curto espaço de tempo. De acordo com os dados partilhados no portal da Direção-Geral de Energia e Geologia, o cenário de aumentos que marcou o início da semana agravou-se na terça-feira, um reflexo direto da atual pressão nos mercados internacionais de energia.
O peso da fatura para os condutores
O gasóleo simples foi o combustível mais penalizado nesta recente atualização de preços, fixando-se num valor médio de cerca de 1,834 euros por litro em Portugal continental. Isto representa uma subida de 1,7 cêntimos face ao dia de segunda-feira. Olhando para o panorama desde o início da guerra, este combustível já ficou 24 cêntimos mais caro nas bombas nacionais.
Por sua vez, a gasolina simples 95 também acompanhou esta tendência de subida, embora de forma ligeiramente mais contida. O preço médio fixou-se na casa dos 1,779 euros por litro, o que perfaz um encarecimento acumulado de 9,5 cêntimos desde o arranque do conflito.
Governo pondera novas medidas de contenção
A diferença nos bolsos dos automobilistas é ainda mais notória quando se faz a comparação direta com a semana passada. Os indicadores revelam um salto acentuado de 19,9 cêntimos no caso do gasóleo e um agravamento de 7,4 cêntimos no litro da gasolina.
Perante este cenário, o Governo assegura que mantém a intenção de aplicar medidas de travão sempre que os aumentos o justifiquem. O executivo admite ainda a possibilidade de reforçar os descontos em vigor caso a escalada contínua dos preços se venha a confirmar nas próximas semanas.
Toda esta volatilidade nas bombas de combustível reflete o comportamento do índice internacional Brent. Na manhã de quarta-feira, o barril negociava na ordem dos 92 dólares, assinalando uma subida de cerca de 5% em relação aos valores registados na véspera.












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