
Após o lançamento do ChatGPT em 2022, grande parte da indústria tecnológica direcionou os seus recursos para a inteligência artificial, mas nem todas as empresas alcançaram os resultados esperados com essa aposta. A Apple é um dos casos que compreendeu a necessidade de ajustar o rumo e voltar a concentrar-se nas suas fundações. A empresa norte-americana reconhece as suas atuais limitações no mercado e admite ser pouco provável assumir a liderança absoluta nesta corrida tecnológica.
De acordo com a newsletter Power On assinada por Mark Gurman e publicada na Bloomberg, a nova tática da empresa passa por uma abordagem inspirada no seu próprio passado. A revelação detalhada desta estratégia está prevista para a Worldwide Developers Conference, a realizar no dia 8 de junho, onde o foco declarado será a venda de hardware altamente lucrativo e a rentabilização contínua através dos serviços que operam nesses mesmos equipamentos.
O regresso às origens e retenção de utilizadores
A fabricante do iPhone tem noção de que uma minoria de clientes estaria disposta a pagar por uma subscrição dedicada à Siri. Sendo assim, o objetivo primordial passa por embutir funcionalidades suficientes nos seus dispositivos para evitar que os utilizadores mudem para o sistema Android.
Em vez de tentar dominar a criação isolada de modelos de fundação, a marca planeia abrir as portas da Siri e do Apple Intelligence a plataformas de terceiros. Esta decisão permite tirar partido da força das suas vendas, ao mesmo tempo que garante opções de personalização e mantém um controlo apertado sobre o ecossistema.
Extensões do iOS 27 e a parceria com a Google
A chave para esta transição reside na funcionalidade de extensões do iOS 27. Este recurso vai permitir aos utilizadores instalar os seus chatbots preferidos diretamente no sistema e executá-los de forma nativa. Vai existir uma secção dedicada a estas aplicações na App Store, o que assegura que a marca continua a gerar receitas através da cobrança da habitual comissão de 30% sobre as transações.
Em simultâneo, a empresa avança com a reestruturação da sua assistente virtual através de uma parceria estratégica com a Google, recorrendo à tecnologia Gemini para reforçar as capacidades locais fornecidas aos clientes. Com a clara noção de que dificilmente conseguirá ultrapassar entidades como a OpenAI ou a Meta na vanguarda da pesquisa algorítmica, a empresa opta por solidificar os seus pontos mais fortes e lucrar com o alojamento da concorrência na sua própria plataforma.












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