
Um stand da marca de elétricos na Austrália foi alvo de um ataque de fogo posto durante a madrugada desta terça-feira, resultando na destruição de três veículos e em danos estruturais no edifício. Segundo as informações reveladas pelo portal Electrek, o incidente ocorreu no subúrbio de Parramatta, em Sydney, e junta-se a uma onda global de vandalismo contra as instalações da fabricante automóvel.
As autoridades locais e os bombeiros foram chamados à Church Street por volta das 3h20 da manhã. Embora a artéria esteja repleta de concessionários de diversas marcas, apenas as instalações desta marca específica foram atingidas. No local, as equipas de investigação encontraram tampas de jerricans, o que levantou imediatamente o cenário de crime intencional. Felizmente, não foram registados quaisquer feridos na sequência da ocorrência.
A resposta da empresa e a investigação em curso
A Tesla emitiu um comunicado sobre a situação, onde confirmou as suspeitas de fogo posto que decorreram durante a noite. A empresa fez ainda questão de esclarecer que o incêndio não teve origem numa falha das baterias dos veículos, descartando o cenário de fuga térmica que frequentemente atrai a atenção mediática quando ocorrem incêndios com elétricos.
Neste momento, a polícia local encontra-se a analisar as imagens das câmaras de videovigilância das ruas circundantes para tentar identificar os responsáveis pelo crime.

Uma onda global de ataques aos espaços da marca
Este incêndio não é um caso isolado, inserindo-se num padrão de ataques sucessivos a instalações da empresa um pouco por todo o mundo ao longo do último ano. A situação sofreu um agravamento acentuado no início de 2025, impulsionada pelas atividades políticas de Elon Musk, e pelo seu envolvimento no departamento governamental DOGE nos Estados Unidos, atitudes que geraram descontentamento em vários setores.
Há apenas dois dias, o movimento conhecido como "Tesla Takedown" organizou manifestações em vários países, incluindo a Austrália. Embora a maioria destes protestos tenha decorrido de forma pacífica, elementos mais extremistas têm recorrido a atos destrutivos. O histórico recente inclui 17 carros incendiados num concessionário em Roma, sete veículos destruídos na Alemanha e dezenas de outros incidentes em França e nos Estados Unidos.
Na própria Austrália, a situação tem escalado nos últimos meses. Um espaço da marca na Tasmânia já tinha sido vandalizado no início deste ano com mensagens direcionadas ao diretor executivo, e vários proprietários destes veículos elétricos começam a relatar um clima de hostilidade crescente nas estradas do país.












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