
A batalha contra a transmissão ilegal de eventos desportivos atingiu um novo patamar no país vizinho. De acordo com informações avançadas pelo elEconomista, o Tribunal de Instância de Barcelona emitiu uma sentença que autoriza a Movistar Plus+ a exigir que todos os restantes operadores de telecomunicações espanhóis bloqueiem de imediato e de forma dinâmica as plataformas que difundem conteúdos ilícitos.
A medida, aprovada a 23 de março, afeta diretamente os clientes de fornecedores de acesso à Internet como a MasOrange, Vodafone e Digi, além de vários operadores regionais e locais. O alvo central são os dias de emissão de desporto em direto, aplicando-se não apenas ao futebol, mas também a modalidades como ténis e golfe, estendendo-se ainda a filmes e séries abrangidas pelos direitos da operadora.
Cerco total às plataformas de IPTV e redes sociais
Na prática, isto significa que, durante a transmissão de uma partida, os operadores são obrigados a colaborar ativamente, cortando o acesso a endereços de IP, nomes de domínio e URLs previamente identificados. Esta operação em tempo real pretende neutralizar o sinal pirata exatamente no momento de maior procura, destruindo a sua viabilidade para os consumidores. O bloqueio dinâmico visa inutilizar de imediato os serviços de IPTV, transmissões por streaming ilegal, sistemas de partilha de chaves como o CCCam e IKS, além das conhecidas redes ponto a ponto, nomeadamente o AceStream e o BitTorrent.
A ordem judicial estende as suas diretrizes às aplicações de mensagens mais populares. Canais e grupos organizados que operam no Telegram ou no WhatsApp para a partilha de links ilícitos de acesso a estes eventos também serão ativamente monitorizados e bloqueados pelas redes das operadoras durante as emissões em direto.
Prejuízos milionários aceleram as decisões judiciais
Esta nova sentença judicial solidifica uma decisão anterior, datada de 1 de agosto de 2025, que já tinha concedido à operadora a capacidade de enviar listas semanais de endereços IP maliciosos para bloqueio pelos fornecedores de acesso à rede. A evolução para um sistema focado em transmissões em direto demonstra a urgência de uma resposta mais agressiva a um mercado ilícito que gere infraestruturas altamente organizadas no estrangeiro.
Os impactos deste bloqueio dinâmico começam a ser sentidos nos embates da Liga dos Campeões, com ações focadas inicialmente nas partidas entre o Atlético de Madrid e o Barcelona, bem como no jogo entre o Bayern de Munique e o Real Madrid. O objetivo primordial da LaLiga e das principais empresas do setor é estancar uma hemorragia financeira considerável, dado que as estimativas apontam que o pirateamento do futebol cause um prejuízo superior a 700 milhões de euros aos detentores dos direitos audiovisuais. Adicionalmente, defende-se que a remoção de todo este tráfego ilegal das redes irá libertar largura de banda, melhorando significativamente a qualidade do serviço de Internet para os subscritores legítimos de serviços de streaming de vídeo.












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