
Segundo avançou a Bloomberg, o debate sobre o controlo da inteligência artificial está a gerar divisões marcadas na indústria tecnológica. Enquanto um antigo investigador da Google adverte para consequências fatais, empresas tentam impor regras de obediência e outras figuras de relevo rejeitam cenários catastróficos em prol do avanço face à China.
Avisos de perigo e regras de obediência
Bilal Chughtai, antigo investigador de segurança e alinhamento da DeepMind que saiu da Google em julho, emitiu um aviso claro na sua nota de saída, alertando que a inteligência artificial poderá acabar com a humanidade. Apesar do cenário extremo, o especialista defende que é possível criar sistemas seguros, mas tal exige cooperação entre as empresas para evitar uma competição descontrolada.
Por outro lado, a Microsoft tenta assegurar o domínio humano através de um novo esboço de código de conduta. O documento, descrito por Mustafa Suleyman como uma constituição para futuros modelos, exige que a inteligência artificial aceite correções, comunique de forma compreensível e não resista a ser desligada. O projeto encontra-se em consulta pública durante seis semanas.
Rejeição do catastrofismo
Do lado oposto da discussão está Jensen Huang, CEO da NVIDIA. Durante o evento All-In Summit, o executivo reconheceu a importância das preocupações levantadas por investigadores do setor, mas questionou o fundamento científico das previsões de extinção. Huang reiterou que a segurança é primordial, mantendo a confiança de que os Estados Unidos podem avançar no desenvolvimento de forma segura.
A conversa contou ainda com a intervenção telefónica de Donald Trump, que foi perentório ao afirmar que "os robôs não vão tomar o controlo". O antigo presidente norte-americano reconheceu a necessidade de existir cuidado na abordagem, mas recusou qualquer abrandamento no desenvolvimento tecnológico do país, sublinhando a necessidade de vencer a corrida do setor contra a China.







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