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Estados Unidos da américa digital

A Anthropic encontra-se num impasse com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos devido ao pedido militar de acesso sem restrições à tecnologia da empresa. Com o prazo do Pentágono a terminar na tarde de sexta-feira, mais de 300 funcionários da Google e 60 da OpenAI assinaram uma carta aberta a pedir aos líderes das suas empresas que apoiem a posição de recusa deste uso unilateral.

Uma frente unida contra a vigilância em massa

A criadora do modelo Claude opõe-se firmemente à utilização da sua inteligência artificial para vigilância doméstica em massa e armamento autónomo. Os signatários da carta aberta procuram incentivar os seus empregadores a deixar as diferenças de lado e a unirem-se para defender os limites estabelecidos contra o uso militar.

O documento partilhado pelos trabalhadores refere que a estratégia militar passa por tentar dividir as empresas com o receio de que alguma ceda às pressões de Washington, uma tática que apenas tem sucesso se as tecnológicas não conhecerem a posição umas das outras. A missiva apela diretamente aos executivos para manterem as linhas vermelhas intactas.

Reações dos líderes do setor tecnológico

Embora as administrações das empresas visadas não tenham ainda respondido formalmente à carta, várias declarações informais mostram simpatia pela causa. Numa entrevista na manhã de sexta-feira, Sam Altman, diretor executivo da criadora do ChatGPT, afirmou que não considera correto o Pentágono ameaçar as organizações com a Lei de Produção de Defesa (DPA). Um porta-voz da mesma empresa confirmou que partilham das linhas vermelhas contra armas autónomas e sistemas de monitorização da população.

Do lado da Google DeepMind, o cientista-chefe Jeff Dean utilizou a rede social X para expressar a sua oposição direta à vigilância governamental em massa. O executivo alertou que esta prática viola a Quarta Emenda e cria um efeito negativo na liberdade de expressão, caracterizando as ferramentas de vigilância como propensas a abusos por motivos políticos ou discriminatórios.

As pressões e ameaças de Washington

As forças armadas norte-americanas já utilizam o Grok, o Gemini e o ChatGPT para tarefas não confidenciais e encontram-se numa fase de negociações para levar esta tecnologia para trabalhos classificados. Apesar de ter uma parceria existente com o Pentágono, a empresa visada por estas exigências mantém-se firme nos seus princípios base.

O Secretário da Defesa, Pete Hegseth, avisou que se a empresa não ceder, o Pentágono irá declará-la um risco para a cadeia de abastecimento ou invocar a DPA para forçar o cumprimento. Num comunicado emitido na quinta-feira, Dario Amodei, líder da entidade ameaçada, sublinhou a contradição destas ações governamentais, notando que uma das vias os rotula como risco de segurança, enquanto a outra classifica a sua tecnologia como essencial para a segurança nacional. No final, a posição corporativa mantém-se inalterada na recusa do pedido, segundo as informações detalhadas pelo TechCrunch.

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