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RE1 Mansion

De acordo com uma nova fuga de informação detalhada pelo informador Dusk Golem, a Capcom iniciou a produção total do Resident Evil 1 Remake. O projeto, desenvolvido na RE Engine, faz parte de um planeamento estratégico de longo prazo que aponta o lançamento para o final desta década, de forma a coincidir com as celebrações dos 30 anos da franquia.

Gestão do calendário e os próximos lançamentos da saga

O cronograma de desenvolvimento sugere que a fabricante prioriza atualmente o lançamento de Resident Evil: Code Veronica, com chegada prevista ao mercado em 2027. A estratégia passa por organizar o fluxo de conteúdos para evitar a saturação de cenários icónicos.

Em concreto, a famosa Mansão Spencer terá a sua arquitetura revisitada apenas na fase final deste ciclo de remakes. Informações técnicas indicam que uma secção ambientada nesta mansão foi removida do Resident Evil Requiem com o intuito de preservar o impacto do remake. O objetivo da produtora é impedir que o design de níveis repetitivo em títulos próximos prejudique a sensação de novidade dos jogadores, o que abrange ainda uma releitura de Resident Evil 0 antes do regresso ao título original.

O adeus aos remasters e o foco na RE Engine

A decisão de refazer o clássico de 1996 pela segunda vez baseia-se no sucesso comercial da série, que já acumula quase 200 milhões de unidades vendidas. A utilização da tecnologia de captura de movimentos e da iluminação global do motor atual vai permitir uma reimaginação completa da jogabilidade original, adaptando-a aos padrões de ação na terceira pessoa estabelecidos pelos lançamentos mais recentes.

O arranque da produção de um novo Resident Evil 1 confirma que a Capcom abandonou a dependência das remasterizações para apostar numa unificação técnica sob a RE Engine. A remoção de conteúdos no Resident Evil Requiem demonstra uma gestão rigorosa de recursos, onde se prioriza a longevidade da propriedade intelectual em vez do preenchimento imediato de conteúdo nas sequências numeradas. Ao retirar a Mansão Spencer de jogos como o Requiem, a empresa protege a mística do seu cenário mais valioso e garante que o remake seja visto como um evento de rutura tecnológica, e não apenas como uma mera repetição de cenários já explorados.

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