
A IBM aproveitou o palco do seu evento anual Think 2026, realizado em Boston, para anunciar a mais profunda expansão das suas ferramentas de gestão de inteligência artificial e cloud híbrida. O grande objetivo destas novidades é resolver um problema evidente no mercado corporativo: apesar dos investimentos avultados, uma grande fatia das organizações ainda não está a retirar resultados concretos desta tecnologia.
Segundo Arvind Krishna, diretor executivo da fabricante, o segredo do sucesso não passa por implementar ferramentas de forma avulsa, mas sim por reestruturar a própria fundação tecnológica do negócio. Para isso, a empresa aposta num modelo operacional focado em quatro pilares vitais que unem agentes autónomos, informação em tempo real, automação de ponta a ponta e a independência que um ambiente híbrido exige.
Agentes e dados na linha da frente
No campo da orquestração tecnológica, a marca revelou a nova geração do watsonx Orchestrate. Esta plataforma assume o papel de um centro de comando avançado para a era multi-agente, permitindo às empresas gerir milhares de instâncias em simultâneo sem perder o controlo das regras de conformidade. Para apoiar quem desenvolve estas soluções, foi também destacado o Bob, um sistema desenhado para programadores que integra parâmetros de segurança e controlo de custos de forma nativa, contando com uma versão premium para ambientes mais críticos.
No entanto, estes agentes precisam de combustível constante para funcionar em pleno. É aqui que entra o trunfo da base de dados em tempo real suportada pela recente aquisição da Confluent, que promete acabar com o isolamento da informação nos servidores. Com o auxílio do watsonx.data, que ganha agora a capacidade de compreender o contexto semântico das pesquisas, as decisões tomadas pelos algoritmos tornam-se mais precisas, fiáveis e transparentes para as equipas humanas.
Uma operação inteligente e mais segura
À medida que os ecossistemas crescem, as dores de cabeça com a governação e a cibersegurança multiplicam-se. Para dar resposta a infraestruturas exigentes e transfronteiriças, a plataforma Sovereign Core entra em cena para aplicar políticas de controlo ao nível da execução. Esta abordagem ganha força através de um vasto catálogo adaptável e parcerias de peso com líderes da indústria tecnológica, onde se incluem nomes conhecidos como a AMD e a Intel.
Adicionalmente, a gestão fragmentada de ferramentas promete chegar ao fim com o lançamento da Concert. Esta central de operações foi criada para correlacionar imediatamente sinais de redes, infraestruturas e aplicações num único painel, permitindo uma resposta coordenada em vez de uma monitorização passiva. Na frente do desenvolvimento de software, a introdução do Concert Secure Coder ajuda a detetar vulnerabilidades de segurança enquanto os programadores ainda estão a escrever o código, automatizando reparações antes que os problemas cheguem sequer aos servidores em produção.












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