
Uma vulnerabilidade de risco elevado no Next.js está a deixar as aplicações web em alojamento próprio expostas a fugas de dados severas. Através de uma falha do tipo SSRF (Server-Side Request Forgery), agentes maliciosos podem roubar credenciais de acesso à nuvem, recolher chaves de API e até invadir painéis de administração internos que deveriam estar protegidos.
Segundo os detalhes avançados pelo Cyber Security News, este problema, identificado como CVE-2026-44578, reside na forma como o servidor Node.js integrado no Next.js lida com os pedidos de atualização de WebSockets. Os atacantes podem enviar pedidos manipulados que convencem o servidor a atuar como um proxy, encaminhando tráfego malicioso para destinos internos ou externos.
Como funciona a exploração do servidor
Como o pedido é executado pelo próprio servidor, este consegue contornar firewalls externas e aceder a serviços de rede privada ou endpoints de metadados da nuvem. Estes locais são alvos particularmente valiosos, pois guardam frequentemente credenciais IAM temporárias, tokens de acesso e segredos de implementação que podem comprometer toda a infraestrutura da organização.
É importante notar que esta falha afeta exclusivamente as aplicações Next.js que correm em infraestrutura própria utilizando o servidor padrão. Se a tua aplicação estiver alojada na Vercel, podes respirar de alívio: a infraestrutura da plataforma não utiliza a implementação de encaminhamento de WebSocket que contém o erro, estando totalmente imune a este exploit.
Quem está em risco e as medidas de proteção
Para quem gere a sua própria infraestrutura, a verificação da versão em uso é obrigatória. A falha atinge dois ramos distintos do ecossistema e exige uma intervenção rápida das equipas de segurança. A equipa de manutenção do Next.js já disponibilizou as correções necessárias, que aplicam verificações de segurança mais rigorosas no manuseamento dos WebSockets.
Tim Neutkens partilhou o aviso no GitHub, recomendando que os programadores façam o upgrade imediato para as versões 15.5.16 ou 16.2.5 do Next.js. Nos casos em que a atualização não possa ser feita no imediato, recomendam-se as seguintes medidas:
Configurar proxies inversos ou balanceadores de carga para bloquear todos os pedidos de atualização de WebSocket, caso a aplicação não os utilize ativamente.
Restringir o tráfego de saída do servidor de origem, bloqueando totalmente o acesso a serviços de metadados de nuvem e a redes internas não relacionadas com o funcionamento da aplicação.












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