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hacker em sistema digital

O grupo de cibercriminosos Silent Ransom Group está a lançar uma campanha agressiva de engenharia social direcionada a escritórios de advogados e empresas de serviços profissionais nos EUA. Segundo um relatório recente emitido pela empresa de segurança informática Mandiant, os ataques informáticos resultam frequentemente no roubo de dados confidenciais poucas horas após o primeiro contacto com as vítimas.

A situação gerou também um alerta por parte do FBI, que confirmou que a organização criminosa recorre a esquemas sofisticados de manipulação e, em certos casos, até ao roubo presencial de ficheiros. As empresas do setor jurídico tornaram-se alvos prioritários devido ao enorme volume de dados sensíveis de clientes que gerem, o que aumenta a pressão para cederem à extorsão de forma a proteger a reputação.

O método de ataque baseado em chamadas telefónicas

Os ataques iniciam-se com o envio de mensagens de correio eletrónico falsas que simulam faturas eletrónicas, enviadas a partir de contas de email comuns. Estas mensagens não contêm ligações maliciosas nem anexos infetados, servindo apenas de pretexto para que a vítima contacte um número de telefone indicado, num método conhecido como phishing de retorno de chamada.

Assim que o funcionário liga, os atacantes fingem ser técnicos do suporte informático da própria empresa e convencem-no a iniciar uma sessão de assistência remota através do Microsoft Teams ou do Zoom. Durante a sessão, a vítima é induzida a instalar ferramentas legítimas de gestão remota, como o AnyDesk, garantindo aos criminosos o acesso total à rede interna.

Extorsão rápida e infraestrutura evasiva

Uma vez dentro do sistema corporativo, o grupo procura ativamente contratos, registos fiscais e dados de fusões de empresas. Para extrair a informação, utilizam utilitários como o WinSCP ou o Rclone, enviando as cartas de extorsão com pedidos de resgate cerca de 30 minutos após abandonarem o ambiente informático da empresa afetada. As vítimas dispõem de apenas três dias para negociar antes que o grupo ameace contactar diretamente os clientes e expor a falha de segurança.

Para proteger os seus portais de fuga de dados, os criminosos utilizam técnicas de rotação constante de endereços IP através de redes de dispositivos comprometidos, dificultando as ações de bloqueio pelas autoridades. Para mitigar os riscos, os especialistas recomendam que as empresas implementem processos rigorosos de autenticação multifatorial e limitem o uso de ferramentas de acesso remoto não autorizadas.

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