
O final do ano fiscal da Microsoft marca o início de um período conturbado para a sua divisão de videojogos, com rumores crescentes de cortes profundos. De acordo com informações avançadas pelo Windows Central, a entrada no mês de julho deverá ser acompanhada por uma das maiores vagas de despedimentos da indústria, englobando o encerramento de estúdios e o cancelamento de projetos de grande envergadura. A atual responsável pela Xbox, Asha Sharma, tem focado a sua estratégia na restauração do prestígio da marca, um objetivo que parece agora depender de uma drástica redução de custos a nível global.
Sobrevivência e independência na linha da frente
A ameaça de fecho paira sobre produtoras aclamadas que marcaram presença no recente evento de revelação de jogos da marca. Equipas como a Compulsion Games, responsável pelo desenvolvimento de South of Midnight, a Double Fine de Psychonauts, e a Ninja Theory encontram-se numa posição altamente vulnerável. O cenário levou algumas destas empresas a explorarem a possibilidade de se tornarem estúdios independentes para evitar o encerramento definitivo.
O jornalista Jason Schreier da Bloomberg clarificou recentemente que a Ninja Theory ainda permanece operacional, embora o risco de dissolução seja bastante real. O último trailer de Hellblade terá mesmo servido como uma montra para atrair potenciais compradores interessados em adquirir o estúdio britânico e o seu talento.
Impacto estende-se aos parceiros e serviços
O clima de incerteza alastra-se a outros projetos aguardados pelos fãs. A produtora Undead Labs poderá fechar portas durante esta reestruturação, o que ditaria o cancelamento imediato de State of Decay 3. Apesar de surgirem boatos sobre o fim da Arkane e a eliminação do jogo focado no herói Blade, essas alegações foram desmentidas e a produção continua ativa. Os estúdios que escaparem ao fecho sofrerão ainda assim reduções drásticas nas suas equipas de programação e arte.
Esta instabilidade ultrapassa os escritórios internos da empresa tecnológica. Contratos com estúdios externos para a inclusão de jogos no Game Pass estão a ser travados, e várias agências de comunicação a nível mundial preparam cortes nas equipas de relações públicas que gerem a marca. Para os consumidores portugueses, este travão nas parcerias traduz-se numa provável redução do ritmo de novidades no serviço de subscrição e num possível enfraquecimento das campanhas locais de suporte. Resta aguardar pelas próximas semanas para perceber a verdadeira dimensão destas decisões no ecossistema da consola.












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