
Segundo avançou a Bloomberg, a OpenAI está a preparar a sua estreia no mercado de hardware com um altifalante inteligente recarregável e portátil. Ao contrário dos assistentes domésticos tradicionais, o dispositivo foi concebido para funcionar como um companheiro com inteligência artificial de aspeto "humano", capaz de interagir de forma natural, controlar equipamentos de domótica e reproduzir áudio.
O produto não terá ecrã, mas contará com componentes mecânicos que se movem de forma autónoma para simular vida. Para sustentar esta experiência, a tecnológica vai integrar uma versão avançada do GPT-Live, o mesmo modelo que suporta o recente modo de voz do ChatGPT. Isto permitirá ao equipamento ouvir e falar em simultâneo, adaptando-se às conversas em tempo real. O altifalante incluirá ainda câmaras e sensores para recolher contexto visual sobre o ambiente do utilizador.
Design assinado por Jony Ive e lançamento em 2027
A conceção estética do produto ficou a cargo da io, startup fundada pelo antigo designer da Apple, Jony Ive, que a OpenAI adquiriu em 2025 por 6,5 mil milhões de dólares. A previsão atual aponta para um lançamento no mercado em 2027, embora o calendário possa sofrer derrapagens devido a litígios judiciais.
A divisão de hardware da empresa liderada por Sam Altman é atualmente chefiada por Paul Meade, antigo executivo responsável pelo desenvolvimento do Vision Pro. No entanto, os planos de expansão enfrentam uma forte oposição nos tribunais, com a dona do iPhone a tentar travar a comercialização dos produtos físicos da rival.
Batalha judicial por roubo de segredos comerciais
A Apple interpôs um processo judicial contra a OpenAI e dois antigos funcionários, acusando-os de roubo de segredos comerciais. A queixa alega que os engenheiros Chang Liu e Tang Yew Tan descarregaram dezenas de ficheiros confidenciais com especificações técnicas e dados proprietários de produtos que ainda não foram lançados.
De acordo com a acusação, a io de Jony Ive terá sido cúmplice no processo, e o próprio recrutamento da OpenAI terá sido estruturado para extrair informações confidenciais. Até ao momento, a criadora do ChatGPT já contratou mais de 400 ex-colaboradores da gigante de Cupertino.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!