
A plataforma de código aberto lançou a versão 2.17 apenas um mês após a sua atualização anterior. Segundo o detalhado no fórum oficial da Penpot, esta nova edição foca-se em elevar o desempenho de renderização, assumindo a ferramenta cada vez mais como uma alternativa robusta para os profissionais de design que procuram opções viáveis face ao ecossistema do Figma.
O poder do WebGL e novos efeitos visuais
A grande novidade técnica da versão assenta no motor de renderização WebGL. Com esta opção ativada, os utilizadores conseguem finalmente aplicar o aguardado desfoque de fundo, o que permite criar a ilusão de profundidade e adicionar acabamentos de "vidro fosco" aos elementos do projeto.
Para lá do impacto estético, a arquitetura WebGL passa a alimentar o visualizador de protótipos, as guias e os elementos centrais da interface. Na prática, para quem lida com ficheiros pesados, isto traduz-se num ganho notório de velocidade e estabilidade, garantindo uma navegação fluida mesmo em trabalhos de elevada complexidade.
Fluxos de trabalho e colaboração otimizados
O manuseamento de ferramentas de sistema (design tokens) recebeu uma atenção especial nesta atualização. Os identificadores de tipografia ficam agora visíveis durante a seleção múltipla de texto, complementados por uma caixa de entrada composta na barra lateral, preenchimento automático mais inteligente e menus pendentes com contexto clarificado. As alterações feitas propagam-se de forma mais célere, ajudando as equipas a manter a consistência visual do projeto em tempo real.
O sistema de comentários regista igualmente melhorias. Os utilizadores podem ler, responder e resolver anotações diretamente dentro do modo de edição, o que evita quebras na produtividade e centraliza a comunicação. Ao nível da interface de utilizador, foi introduzido um seletor de cores em formato de lista para acelerar a escolha de tons, acompanhado por novos emblemas de tamanho de seleção personalizáveis e um controlo exato para traços tracejados, ideal para o detalhe fino de ilustrações e margens.
A infraestrutura da plataforma suporta agora implementações multi-instância e autoalojadas de forma mais alargada, incluindo um botão de estado na barra de ferramentas dedicado à gestão de ligações MCP. A versão 2.17 encerra as suas novidades com otimizações gerais de desempenho e um vasto conjunto de correções de falhas de software.












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