
Segundo avançou o Arctic Wolf, vários piratas informáticos estão a aproveitar uma falha crítica de desvio de autenticação no sistema PAN-OS GlobalProtect para invadir redes empresariais. A vulnerabilidade tem servido de porta de entrada para ataques em larga escala associados ao ransomware Qilin, comprometendo a integridade de dados de diversas companhias.
O problema de segurança, identificado como CVE-2026-0257, afeta o portal e o gateway do utilitário GlobalProtect da Palo Alto Networks. A falha permite aos atacantes contornar restrições de segurança estabelecidas e criar ligações VPN não autorizadas nos equipamentos vulneráveis.
Impacto severo nas redes corporativas
A empresa de cibersegurança revelou ter investigado múltiplas intrusões distintas que culminaram na implementação deste ransomware. De acordo com os especialistas, as táticas após a invasão variaram significativamente entre os incidentes analisados, demonstrando a flexibilidade das ameaças digitais modernas.
Algumas operações focaram-se exclusivamente na encriptação rápida dos sistemas, enquanto outros casos envolveram extorsão dupla, onde os dados confidenciais são roubados antes de serem bloqueados. Esta disparidade de comportamentos sugere a ação de múltiplos afiliados a operar sob o modelo de Ransomware-as-a-Service (RaaS) do grupo Qilin.
A Palo Alto Networks disponibilizou as devidas correções para mitigar os riscos associados. Adicionalmente, a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA (CISA) adicionou a falha ao seu catálogo de vulnerabilidades exploradas, exigindo uma resposta rápida por parte das entidades afetadas para assegurar as instâncias de VPN.
Milhares de sistemas expostos na internet
A monitorização efetuada por observadores de ameaças indica que a atividade de varrimento digital em busca de dispositivos vulneráveis continua ativa. Estima-se que existam mais de 167 000 instâncias de VPN GlobalProtect expostas online, embora não seja claro quantas já receberam as atualizações necessárias.
Para quem utiliza infraestruturas baseadas nestas soluções em Portugal e na Europa, isto significa que a aplicação imediata dos pacotes de correção disponibilizados pelo fabricante é um passo essencial para evitar a perda de controlo sobre os servidores. O grupo criminoso Qilin tem um histórico extenso de ataques a grandes organizações globais em setores que vão desde o automóvel até aos serviços de saúde, tornando a prevenção uma prioridade absoluta para as equipas de TI.












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