
A gigante tecnológica apresentou uma nova vaga de ferramentas de inteligência artificial desenhadas para otimizar fluxos de trabalho autónomos e reduzir custos de operação. Conforme partilhado pela Google no seu site oficial, as novas iterações pretendem responder à procura de programadores e empresas por maior velocidade e menor latência no processamento de dados.
Estas novidades chegam numa altura em que o ecossistema Gemini se expande para lá dos assistentes de conversação tradicionais. O foco vira-se agora para a criação de agentes inteligentes capazes de executar tarefas complexas em múltiplos passos com menor consumo de recursos.
Gemini 3.6 Flash reduz consumo de tokens
O modelo Gemini 3.6 Flash surge como a principal opção para programação e trabalho de conhecimento geral. De acordo com o índice da Artificial Analysis, esta versão consegue reduzir o consumo de tokens de saída em 17% face ao modelo anterior. Em plataformas de testes específicas, como o DeepSWE da Datacurve, a poupança de recursos no processamento chega aos 65%.

A nível de desempenho puro, os ganhos são visíveis em várias frentes de testes de IA. No DeepSWE, a precisão subiu de 37% para 49%, enquanto no teste de investigação MLE Bench os valores registaram uma subida de 49,7% para 63,9%. A capacidade de controlo de interfaces de computador também progrediu, atingindo os 83,0% no teste OSWorld-Verified.
Para os programadores, a redução de custos é um dos pontos mais atrativos. O modelo passa a custar o equivalente a cerca de 1,38 € por cada milhão de tokens de entrada e 6,90 € por milhão de tokens de saída. Importa notar que estes valores são conversões diretas e o preço final em Portugal pode diferir ligeiramente devido a taxas e impostos locais.
Flash-Lite e soluções especializadas em cibersegurança
Para tarefas que exigem uma latência extremamente baixa e um volume massivo de dados, a empresa introduziu o Gemini 3.5 Flash-Lite. Este modelo é capaz de processar 350 tokens de saída por segundo. Em termos de custos, fixa-se nos 0,28 € por milhão de tokens de entrada e 2,30 € por milhão de tokens de saída.
O desempenho do 3.5 Flash-Lite supera as gerações anteriores em cenários reais. No Terminal-Bench 2.1, o modelo saltou de 31% para 54% de eficácia. Em avaliações de contexto longo, os resultados subiram para 72,2%. O modelo chegou mesmo a superar o Gemini 3 Flash em testes como o SWE-Bench Pro, fixando-se nos 54,2% face aos 49,6% do modelo superior.
A par destas soluções, a tecnológica anunciou o Gemini 3.5 Flash Cyber, integrado na plataforma CodeMender. Esta ferramenta especializada foca-se na deteção, validação e correção de vulnerabilidades de segurança em código informático. Por motivos de segurança e devido ao potencial de dupla utilização desta tecnologia, o acesso será inicialmente limitado a governos e parceiros selecionados através de um programa piloto.












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