
As entregas globais de robôs humanoides registaram um crescimento expressivo de 272% no primeiro semestre de 2026, saltando de sensivelmente 5 mil unidades no mesmo período de 2025 para mais de 19 mil equipamentos comercializados. Segundo dados revelados num relatório da Smart Analytics Global, este disparo do mercado é fortemente sustentado pela China, país que concentra mais de 97% da capacidade de produção e representa mais de 85% do consumo mundial desta tecnologia.
As projeções do setor indicam que as vendas totais deverão triplicar até ao final do ano em comparação com o exercício anterior, atingindo perto de 60 mil unidades e uma receita superior a 1,6 mil milhões de dólares. A longo prazo, a trajetória da indústria antecipa um salto substancial, passando de quase 5,5 mil milhões de dólares registados em 2026 para mais de 50 mil milhões de dólares até 2035.
Agibot assume a liderança entre as fabricantes
A forte presença do ecossistema chinês traduz-se no controlo absoluto das marcas asiáticas sobre a oferta global. A Agibot, sediada em Xangai, ultrapassou a anterior líder Unitree ao conquistar 44% de quota no mercado de robôs humanoides. Em conjunto, as duas tecnológicas são responsáveis por 75% das vendas em todo o mundo. O panorama competitivo inclui ainda outros intervenientes em expansão, como a Galbot, a Ubtech e a Leju.
Mercado industrial lidera a procura global
O setor empresarial e industrial respondeu por mais de 70% das remessas no primeiro semestre de 2026, demonstrando um avanço face aos 50% verificados no período homólogo de 2025. A adoção concentra-se em áreas operacionais como a manufatura, a logística e o armazenamento, onde estes equipamentos desempenham tarefas estruturadas e permitem medir diretamente os ganhos de produtividade. O interesse crescente em motores de IA física tem atraído investimentos contínuos de empresas de tecnologia, startups e fabricantes automóveis.
No segmento doméstico, a integração dos robôs humanoides permanece numa fase inicial devido a desafios no desenvolvimento técnico, incertezas na aceitação pelos consumidores e regulamentações rigorosas sobre sistemas autónomos. Para o público em Portugal e na Europa, o acesso a estes equipamentos continuará condicionado a curto prazo por restrições comerciais internacionais e pelo escrutínio da União Europeia sobre a segurança do software e a privacidade dos dados operacionais.







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