
A Meta rejeitou as acusações de que o seu novo assistente de inteligência artificial para Mac, o Muse, teria acedido e lido mensagens privadas de um jornalista sem o devido consentimento. De acordo com o TechCrunch, os executivos da empresa garantem que a ferramenta não consegue contornar as restrições de segurança do sistema operativo da Apple.
A integração da inteligência artificial com a aplicação de Mensagens no macOS é estritamente opcional. Para que o assistente consiga aceder aos conteúdos, o utilizador precisa de concluir três passos de permissão consecutivos. Este processo inclui a concessão manual de "Acesso Total ao Disco" nas definições de privacidade do sistema e o posterior reinício da aplicação.
Confusão gerada pelo modelo
A polémica ganhou dimensão quando o jornalista relatou que a leitura das conversas ocorreu mesmo com a permissão desativada. Para adensar a suspeita, a própria inteligência artificial justificou o acesso afirmando tratar-se de uma sincronização de notificações. A tecnológica esclareceu a situação argumentando que o modelo se confundiu e forneceu uma resposta incorreta, garantindo que não existiu qualquer violação ou leitura não autorizada.
Apesar das declarações oficiais, o histórico da empresa marcado por processos judiciais e sanções regulatórias na área da proteção de dados pessoais continua a alimentar o ceticismo do público.
A situação ocorre numa altura crítica para a expansão do assistente Muse. A ferramenta ocupa atualmente a liderança das transferências na App Store e a empresa procura cimentar a confiança dos consumidores num momento em que tenta dominar o mercado dos assistentes virtuais.







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