
O domínio do Android no ecossistema de dispositivos da Amazon pode estar com os dias contados. Depois de vários anos de rumores e fugas de informação, parece que a gigante do comércio eletrónico está finalmente pronta para apresentar o Vega OS, um novo sistema operativo desenvolvido internamente para substituir o software da Google nos seus populares dispositivos Fire TV.
O que esperar do Vega OS
Segundo informações avançadas pelo site Lowpass, a apresentação oficial do novo sistema está marcada para o dia 30 de setembro. Embora a Amazon mantenha o secretismo, a existência do Vega OS não é totalmente uma surpresa. Pistas sobre o seu desenvolvimento surgiram através de um anúncio de emprego, que procurava um engenheiro para a equipa do "Fire TV Experience", mencionando o novo sistema.
Fontes indicam que o Vega OS já está a ser testado internamente há algum tempo, e a Amazon já terá iniciado conversações com as principais editoras de aplicações para garantir um ecossistema robusto desde o primeiro dia.
Uma transição faseada e sem retrocompatibilidade
Se já tem um Fire TV em casa, não precisa de se preocupar com mudanças imediatas. A estratégia da Amazon não passa por atualizar os dispositivos existentes. O Vega OS será exclusivo para os novos modelos de Fire TV, com os equipamentos atuais a continuarem a receber atualizações baseadas em Android.
Esta abordagem permite à empresa fazer uma transição suave, garantindo que a base de utilizadores atual não é afetada, enquanto testa e implementa o seu novo software em hardware futuro.
O futuro para além da televisão
A ambição da Amazon para o Vega OS pode não se ficar pelos televisores. Há indicações de que a empresa poderá utilizar este novo sistema em tablets de baixo custo, numa tentativa de controlar ainda mais o seu ecossistema de hardware e software.
Contudo, para a restante linha de tablets Fire, a Amazon deverá manter-se fiel ao Android, abandonando gradualmente a antiga designação "Fire OS" para se alinhar mais claramente com o sistema da Google. Este lançamento marca um passo estratégico fundamental para a Amazon, que procura diminuir a sua dependência de terceiros e criar uma experiência mais unificada nos seus dispositivos.