
O Spotify introduziu, em 2021, o "Developer Mode", um ambiente isolado onde os programadores podiam testar e validar as suas ideias de aplicações com um pequeno grupo de até 25 utilizadores. Agora, a empresa decidiu alterar profundamente o funcionamento deste modo, num esforço para "salvaguardar" os artistas e a sua propriedade intelectual, à medida que a automação e a inteligência artificial continuam a avançar.
Segundo a Spotify, os avanços na automação e na IA alteraram fundamentalmente os padrões de utilização e o perfil de risco do acesso concedido aos programadores. À escala atual da plataforma, a empresa considera que estes riscos exigem agora controlos mais estruturados para proteger criadores, parceiros e ouvintes.
Novas exigências e limites de acesso
A partir de quarta-feira, 11 de fevereiro, todas as novas identificações de cliente (Client IDs) criadas no Modo de Desenvolvimento estarão sujeitas a regras mais rigorosas. A principal mudança é a obrigatoriedade de ter uma conta Spotify Premium para os programadores que desejem utilizar este modo.
Além disso, cada programador ficará limitado a apenas uma identificação de cliente para o Modo de Desenvolvimento. O número de utilizadores de teste autorizados para cada aplicação sofre uma redução drástica, passando de 25 para apenas cinco. A empresa vai também limitar o acesso à API a um conjunto menor de pontos de extremidade (endpoints) suportados.
Estas medidas não se aplicam apenas a novos projetos. Cerca de um mês depois, a 9 de março, os mesmos requisitos entrarão em vigor para todas as integrações do Modo de Desenvolvimento já existentes. Esta representa a primeira atualização significativa para os programadores na plataforma este ano.
Outras novidades na plataforma
Enquanto os programadores enfrentam novas restrições, os utilizadores finais têm recebido várias atualizações. A mais recente é a funcionalidade "About the Song", que fornece detalhes de bastidores e contexto sobre a música através de cartões deslizantes na vista "A Reproduzir". A informação provém de terceiros e encontra-se atualmente em fase beta apenas para utilizadores Premium nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Irlanda, Nova Zelândia e Austrália.
A gigante do streaming de música atualizou também recentemente a sua funcionalidade de mensagens diretas (DM) na aplicação, introduzindo conversas de grupo que permitem interagir com até 10 pessoas com quem o utilizador já tenha interagido anteriormente na plataforma.
Paralelamente a estas mudanças técnicas e de funcionalidades, os preços do Premium estão a aumentar em alguns mercados. Nos Estados Unidos, Estónia e Letónia, o Plano Individual subiu para 12,99 dólares por mês, o Plano Duo para 18,99 dólares, o Plano Familiar para 21,99 dólares e o Plano de Estudante para 6,99 dólares. Estas alterações refletem a estratégia da empresa em ajustar a sua oferta num cenário onde a IA e novos conteúdos ganham cada vez mais relevância.










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