
A indústria tecnológica atravessa um período de volatilidade no que toca aos custos de componentes, e nem mesmo a gigante de Cupertino parece conseguir escapar a esta tendência. Embora a Apple tenha conseguido manter uma certa estabilidade nos preços das gerações mais recentes, novas informações indicam que a futura linha iPhone 18 poderá sofrer um agravamento no preço, especificamente nas variantes com maior capacidade de armazenamento.
Segundo avançam fontes próximas da indústria, citadas pelo Wccftech, a estratégia da Apple passa por tentar proteger o preço dos modelos de entrada, mas repercutir o aumento dos custos de produção nas versões mais "recheadas" de memória.
O preço dos gigabytes extra
A estratégia delineada pela empresa da maçã parece ser híbrida. A ideia passa por manter os modelos base do iPhone 18, 18 Pro e 18 Pro Max — presumivelmente com 256 GB de armazenamento — num patamar de preço competitivo e semelhante ao da geração atual. No entanto, quem necessitar de mais espaço digital terá de abrir mais os cordões à bolsa.
As estimativas apontam para que as variantes com 512 GB e 1 TB de armazenamento sofram um aumento entre 50 a 100 dólares (aproximadamente entre 48 a 95 euros, sem contar com taxas locais). Esta diferenciação visa não afastar o consumidor médio, ao mesmo tempo que recupera margens de lucro nos modelos destinados aos utilizadores mais exigentes, que não dispensam a capacidade máxima.
A escalada no custo dos componentes
A raiz deste problema reside na atual crise das memórias que afeta todo o setor. Analistas de instituições financeiras como o Citi, Bank of America e JPMorgan notam que, embora a Apple beneficie de contratos de longo prazo que a protegem de flutuações imediatas, os fornecedores estão a recusar-se a vender componentes muito abaixo do preço de mercado atual de forma indefinida.
Os números são elucidativos: fontes da indústria revelam que um módulo de memória LPDDR5X de 12 GB, que no início de 2025 custava cerca de 29 dólares à Apple, tem agora um custo estimado de 70 dólares. Este aumento drástico nos custos de produção torna insustentável a manutenção dos preços atuais sem sacrificar significativamente as margens.
Neste cenário, a Samsung desempenha um papel crucial, posicionando-se como a maior fornecedora de DRAM para a linha iPhone 18, prevendo-se que assegure entre 60% a 70% de todas as remessas destes componentes vitais.
Calendário de lançamentos pode sofrer alterações
Além das questões financeiras, o roteiro de lançamentos da Apple também poderá sofrer ajustes estratégicos. Informações recentes sugerem que a empresa poderá fasear a chegada dos seus novos dispositivos. Enquanto o lançamento da série iPhone 18 e do modelo "Air 2" poderá ocorrer apenas em 2027, as atenções mais imediatas viram-se para o início de 2026, altura em que se espera a chegada do iPhone 17e, um modelo que promete trazer novidades interessantes para o segmento de entrada.
Até ao momento, a Apple não teceu qualquer comentário oficial sobre estas fugas de informação, mantendo a sua habitual política de silêncio sobre produtos futuros.