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Anthropic como risco nos EUA

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DOD) notificou oficialmente a liderança da Anthropic de que a empresa e os seus produtos foram designados como um risco para a cadeia de abastecimento. A informação foi avançada pela Bloomberg, citando um alto funcionário do departamento.

Esta decisão surge após semanas de tensão entre o laboratório de inteligência artificial e as forças militares. O conflito teve origem na recusa do diretor executivo da empresa, Dario Amodei, em permitir que os sistemas da sua organização fossem utilizados para a vigilância em massa de cidadãos americanos ou para alimentar armas totalmente autónomas, sem qualquer intervenção humana nas decisões de disparo ou seleção de alvos. Por seu lado, o Pentágono defende que a sua utilização da tecnologia não deve ser restringida por um fornecedor privado.

Um rótulo reservado a nações inimigas

A classificação de "risco para a cadeia de abastecimento" é, por norma, uma medida aplicada a adversários estrangeiros. Na prática, este rótulo exige que qualquer empresa ou agência que colabore com o Pentágono certifique formalmente que não utiliza os modelos da tecnológica visada.

Esta posição ameaça perturbar não só a operação da empresa, mas também as próprias forças armadas. Atualmente, a inteligência artificial em causa tem sido a única de ponta com sistemas preparados para lidar com informação classificada. Os militares americanos dependem fortemente desta tecnologia na sua campanha no Irão, onde ferramentas como o Claude estão integradas no sistema Maven Smart System da Palantir para gerir dados operacionais de forma rápida.

A atitude do departamento gerou uma onda de críticas. Dean Ball, antigo conselheiro da Casa Branca para a área de IA durante a administração Trump, classificou a medida como um sinal alarmante para a república americana, acusando o governo de abandonar a clareza estratégica em prol de um tribalismo que trata inovadores nacionais de forma mais severa do que inimigos externos.

Em paralelo, centenas de funcionários da Google e de outras gigantes do setor exigiram que o DOD retire a designação, apelando ao Congresso para intervir perante o que consideram ser um abuso de autoridade contra uma empresa americana. Os trabalhadores apelaram também às suas próprias lideranças para que se mantenham unidas na recusa de ceder modelos para vigilância doméstica e execuções autónomas.

O contraste com a rival e o peso da política

Enquanto decorre esta disputa, a OpenAI tomou um rumo diferente e assinou o seu próprio acordo com o Departamento de Defesa, autorizando o uso dos seus sistemas militares para "todos os fins legais". Esta formulação ambígua gerou preocupação entre os próprios funcionários da criadora do ChatGPT, que temem que a tecnologia venha a ser aplicada exatamente nos cenários de vigilância que a concorrência tentou evitar.

Para Dario Amodei, a ação do Pentágono tem um caráter puramente "retaliatório e punitivo". O responsável terá indicado que a sua recusa em elogiar ou doar para a campanha do Presidente Donald Trump contribuiu diretamente para o agudizar do conflito. Em forte contraste com esta postura, Greg Brockman, presidente da empresa rival que firmou o recente acordo militar, assumiu-se como um apoiante ativo do atual presidente, tendo doado recentemente 25 milhões de dólares (cerca de 23 milhões de euros) ao comité de ação política MAGA Inc.

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