
Segundo um comunicado oficial emitido pela Micro, pela AMFI e pelo centro de engenharia português CEiiA, as três entidades estabeleceram uma parceria estratégica para a produção e desenvolvimento de microcarros elétricos. O objetivo central deste acordo é levar a industrialização do BEN — um veículo modular desenhado em Matosinhos — para as instalações em Itália, criando uma oferta europeia robusta que combina mobilidade sustentável e soluções inteligentes para as cidades.
Uma frota elétrica para todas as necessidades
A colaboração foca-se na união de dois modelos distintos e complementares. De um lado temos o Microlino, um pequeno veículo inspirado nos automóveis clássicos dos anos 50, desenhado pela Micro para o utilizador comum. Do outro surge o BEN (BE Neutral), uma proposta do centro nacional que se destaca pela sua versatilidade em contextos empresariais. Este modelo utiliza uma tecnologia digital avançada para gerir frotas e monitorizar emissões em tempo real.
Ao trabalharem em conjunto, as empresas pretendem otimizar a cadeia de fornecimento e partilhar conhecimentos técnicos em áreas como a eletrónica e o desenvolvimento de produtos. Esta união permite cobrir todo o espectro do transporte urbano, desde o uso privado para as deslocações diárias até aos serviços de entrega de última milha.
Turim como o novo coração da mobilidade europeia
A produção industrial do BEN será sediada na unidade da AMFI em Turim, tirando partido da experiência acumulada no fabrico de veículos elétricos de nova geração. Esta decisão reforça a importância da cidade italiana como um polo estratégico para o setor e permite que o mercado europeu beneficie de processos de fabrico escaláveis e flexíveis, garantindo elevados padrões de qualidade na produção em série.
Além da componente industrial, a sustentabilidade é o pilar fundamental desta aliança. O projeto integra o sistema AYR, desenvolvido pelo CEiiA, que permite medir e valorizar a redução de emissões de carbono. Helena Silva, responsável técnica do centro português, sublinha que esta fase marca um passo decisivo para criar uma indústria europeia mais competitiva, inovadora e focada na neutralidade carbónica das grandes cidades.












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