
A Apple disponibilizou finalmente a tão aguardada correção para o defeito no teclado que tem atormentado os utilizadores desde outubro do ano passado, através da mais recente atualização do sistema operativo. Segundo avança o PhoneArena, embora a versão iOS 26.4 resolva a falha que causava a perda de toques e o registo de letras erradas, a simples instalação do software não é suficiente para erradicar o problema por completo.
O problema escondido no dicionário
Durante os meses em que a anomalia esteve presente na digitação rápida nos iPhone, o sistema operativo foi memorizando todas as palavras incorretas. O corretor automático, concebido para aprender com os hábitos de escrita, assumiu que os erros gerados pela falha eram propositados e adicionou essa vasta base de dados corrompida ao dicionário interno do telemóvel.
Como consequência, mesmo com o código do teclado já reparado pela fabricante, o sistema continua a sugerir palavras incorretas com base no histórico acumulado ao longo dos últimos meses. Para que o alívio seja total, a intervenção manual passa a ser obrigatória.
Como limpar o histórico e resolver a falha de vez
Para eliminar as sugestões indesejadas e devolver a precisão à escrita, os utilizadores precisam de apagar o histórico de aprendizagem do dispositivo. O processo exige a navegação pelas definições do telemóvel, seguindo estes passos:
Abrir a aplicação Definições e selecionar a secção Geral.
Deslizar até ao final do ecrã e tocar em Transferir ou Repor o iPhone.
Escolher a opção Repor, localizada na parte inferior.
Selecionar Repor Dicionário do Teclado.
Introduzir o código de acesso para confirmar a ação.
Ao efetuar esta limpeza, o equipamento apaga todos os dados corrompidos nos vários idiomas instalados, mas há um preço a pagar: todos os atalhos, expressões e apelidos personalizados que o utilizador ensinou ao telemóvel ao longo do tempo também desaparecem. Trata-se de um recomeço total, em que o algoritmo precisará de alguns dias para reaprender os hábitos reais de escrita de cada pessoa. A fabricante corrigiu efetivamente a falha de código, mas deixou a tarefa de limpar a desarrumação nas mãos de quem utiliza o equipamento.












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