
A gigante europeia do fitness, Basic-Fit, foi alvo de uma invasão aos seus sistemas que comprometeu a informação pessoal de cerca de um milhão de membros em vários países europeus. A empresa já começou a notificar os utilizadores afetados por este incidente de segurança.
De acordo com o comunicado oficial divulgado num documento da empresa, os piratas informáticos conseguiram aceder ao sistema que regista as visitas dos membros aos clubes. Embora o acesso não autorizado tenha sido detetado e bloqueado em poucos minutos, a rápida intervenção não evitou a extração de informação sensível da infraestrutura digital da marca.
Que informações caíram nas mãos erradas?
A investigação, conduzida com o apoio de especialistas externos em cibersegurança, revelou que o ataque resultou no roubo de vários elementos pessoais. Entre a informação comprometida encontram-se nomes completos, moradas, endereços de correio eletrónico, números de telefone, datas de nascimento e detalhes das contas bancárias, assim como informações gerais sobre as adesões de cada cliente.
A cadeia de ginásios esclarece, contudo, que documentos de identificação e palavras-passe não foram acedidos durante a invasão. Além disso, os clientes dos cerca de 430 ginásios franchisados da marca estão a salvo, uma vez que a sua informação é armazenada num sistema completamente separado daquele que foi invadido.
O impacto do roubo pela Europa
Com mais de 1700 clubes espalhados pela Europa e cerca de cinco milhões de membros, o impacto deste roubo de dados é substancial. Só nos Países Baixos, o país de origem da marca, a empresa indica que 200 mil pessoas foram diretamente afetadas. O número total de vítimas, que atinge a marca de um milhão de pessoas, estende-se também a clientes na Bélgica, Luxemburgo, França, Espanha e Alemanha.
A empresa sublinha que, em cumprimento com as leis de retenção de informação da União Europeia, apaga automaticamente os registos pessoais e as adesões passados dois anos após o cancelamento do serviço. Para os utilizadores que interagem com a aplicação móvel oficial, a informação é removida de forma automática dois meses após a desinstalação ou após o término do contrato. Até ao momento, a investigação não encontrou indícios de que a informação roubada tenha sido divulgada ou vendida na internet, mas a equipa de segurança continuará a monitorizar a situação para detetar qualquer possível fuga no futuro.












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