
A marca reconhecida pelos seus anéis inteligentes e novos equipamentos focados no bem-estar físico admitiu ter sido alvo de uma invasão por piratas informáticos. O incidente resultou no acesso indevido a informações dos seus utilizadores por parte de cibercriminosos, levantando algumas preocupações sobre a privacidade na plataforma.
Segundo a comunicação oficial divulgada pela Ultrahuman no seu aviso legal, o ataque ocorreu a 27 de março de 2026 e originou uma resposta imediata por parte da fabricante.
Origem do incidente e impacto na comunidade
A quebra de segurança teve início quando os atacantes conseguiram roubar as credenciais a partir de um computador portátil infetado com software malicioso. Este acesso inicial permitiu aos criminosos entrar num sistema de análise interna da empresa.
Mohit Kumar, diretor executivo da fabricante, explicou que os mecanismos de alerta internos detetaram a anomalia em poucas horas, o que permitiu à equipa encerrar rapidamente a vulnerabilidade e revogar todos os acessos não autorizados para proteger os dados armazenados.
Embora a marca não tenha partilhado um número absoluto de perfis afetados, indicou que apenas 0,1% dos seus clientes globais foram expostos. Considerando relatórios anteriores que apontavam para cerca de 700 mil utilizadores ativos mensais, estima-se que a informação sensível de aproximadamente 700 pessoas tenha sido acedida de forma indevida.
Acesso de leitura e novas medidas de prevenção
Para alívio dos consumidores, a empresa garantiu que nenhum equipamento físico, infraestrutura de produção, palavra-passe ou detalhe de pagamento foi comprometido durante a intrusão. O acesso obtido pelos piratas informáticos foi exclusivamente de leitura, o que significa que não houve qualquer alteração ou eliminação na base de dados.
O atraso na notificação aos clientes e ao público em geral justificou-se com a necessidade urgente de realizar uma auditoria completa ao evento, determinando com rigor o universo de afetados e informando as respetivas entidades reguladoras antes da comunicação pública.
De forma a evitar novos ataques desta natureza, a fabricante procedeu ao reforço de todas as suas barreiras de segurança informática. A frequência das auditorias internas às ferramentas de trabalho foi aumentada, e a empresa garante manter uma monitorização constante da internet para identificar qualquer tentativa de uso indevido das informações expostas, situação que não se verificou até ao momento.












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