
O desenvolvimento de The Elder Scrolls 6 sofreu um revés significativo após uma vaga de despedimentos massiva ter atingido a Bethesda Softworks. De acordo com relatos partilhados pela publicação Polygon, a reestruturação implementada pela Xbox eliminou postos de trabalho vitais na equipa responsável pelo aguardado RPG de mundo aberto, afetando diretamente a produção e o ambiente interno do estúdio. Para quem aguarda novidades sobre o jogo, esta situação traduz-se numa perspetiva de espera ainda mais longa e incerta.
A situação surge numa altura em que relatórios da indústria já apontavam para que a conclusão da sequela de Skyrim demorasse pelo menos mais dois anos. Os cortes de pessoal afetaram maioritariamente os departamentos dedicados a jogos como The Elder Scrolls Online e Fallout 76, mas a redução de colaboradores também atingiu criativos encarregues da sequela principal. A juntar a este cenário, a divisão de videojogos da Microsoft planeia dispensar mais 1600 funcionários até ao final do presente ano fiscal, o que ensombra as perspetivas de estabilidade a curto prazo.
Clima de tensão nos escritórios da Bethesda
Nos bastidores do estúdio, o ambiente é descrito como sombrio. Os funcionários que permaneceram na empresa chegaram a erguer pequenos memoriais improvisados nas áreas comuns do escritório, com flores e mensagens de agradecimento dedicadas aos colegas dispensados. Estas demonstrações de solidariedade foram, no entanto, retiradas rapidamente por ordem expressa da administração, o que aumentou o mal-estar entre os trabalhadores.
A perda de pessoal traduz-se no desaparecimento de conhecimento institucional acumulado e de uma experiência técnica que historicamente permitia ao estúdio operar com equipas nucleares bastante reduzidas, muito menores do que a média de outras sagas de grande orçamento. A perda destas equipas representa um rude golpe para o estúdio e para os fãs. Elementos marcantes de Skyrim, como a arte conceptual principal e o carismático personagem que dá as boas-vindas ao jogador no início da aventura, foram criados por profissionais que agora acabam de ser afastados.
Perigo de atrasos e recurso a subcontratados
A produção assenta no Creation Engine 3, o motor de jogo proprietário que também serviu de base a Starfield. Sob a condição de anonimato, trabalhadores revelaram o receio de que a liderança opte por substituir o talento interno por mão de obra externa e subcontratados mais baratos. Uma vez que as ferramentas de programação são exclusivas da empresa, os profissionais que entrem de novo necessitam de um processo demorado de formação, o que ameaça gerar mais atrasos no calendário e forçar a equipa a períodos de trabalho intensivo para compensar o tempo perdido.
Para tentar mitigar estes problemas, a direção está a transferir funcionários da vertente online para a equipa de The Elder Scrolls 6. Esta movimentação ocorre numa altura em que o departamento de garantia de qualidade (QA) foi severamente reduzido. À exceção de Starfield, a Bethesda é amplamente conhecida por lançamentos repletos de falhas técnicas e problemas de desempenho. Embora a nova estratégia corporativa passe por concentrar esforços nas marcas principais, onde se incluem este projeto e um novo jogo da série Fallout a cargo da Obsidian Entertainment, a redução extrema de equipas de testes põe em causa a qualidade final que chegará aos utilizadores.












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