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A xAI, empresa de inteligência artificial liderada por Elon Musk, prepara-se para utilizar o seu enorme arsenal de processamento num novo acordo com a startup de programação Cursor. De acordo com informações avançadas pelo Business Insider, a Cursor vai utilizar dezenas de milhares de GPUs da xAI para treinar o seu mais recente modelo de inteligência artificial, o Composer 2.5.

A nova vida como fornecedora de cloud

Esta nova configuração transforma a xAI numa autêntica fornecedora de serviços na nuvem. Ao alugar parte das suas potentes placas gráficas a outras empresas, a marca consegue gerar receitas substanciais a partir da sua infraestrutura colossal, enquanto continua a focar-se no desenvolvimento dos seus próprios modelos. O acordo é especialmente estratégico, uma vez que ajuda a cobrir os custos astronómicos de construção e manutenção dos centros de dados, ao mesmo tempo que fortalece a relação com uma startup que possui dados valiosos no mundo da programação.

A tática coloca a empresa frente a frente com gigantes como a Amazon, Microsoft e Google, que há muito dominam o mercado ao arrendar poder computacional a milhares de programadores com lucros enormes. O acesso a chips de alto desempenho tornou-se um dos campos de batalha mais ferozes na atual corrida pela liderança tecnológica, onde novos nomes como a CoreWeave e a Lambda também já operam.

Curiosamente, os laços entre as duas empresas já vêm do passado. Em março, a empresa de inteligência artificial contratou Andrew Milich e Jason Ginsburg, dois antigos diretores de engenharia de produto da Cursor. Atualmente, ambos supervisionam a equipa de produto da xAI e respondem diretamente ao próprio Musk e ao presidente da empresa, Michael Nicolls.

Expansão acelerada e os desafios nos bastidores

A xAI é uma das várias entidades na corrida pelos melhores modelos da indústria, lado a lado com rivais de peso como a OpenAI e a Anthropic. Para vencer, Musk afirmou numa reunião no passado mês de dezembro que a sua vantagem residiria no acesso superior a poder de processamento.

A infraestrutura da empresa, batizada de Colossus, tem crescido a um ritmo impressionante. No ano passado, a marca revelou possuir cerca de 200.000 GPUs da Nvidia e delineou planos para atingir a impressionante marca de um milhão de unidades.

Ainda assim, os bastidores têm sido marcados por algumas mudanças estruturais. Na última semana, a equipa de infraestrutura perdeu o seu diretor, Heinrich Küttler. Para preencher as lacunas, Jake Palmer assumiu a liderança da infraestrutura física, enquanto Daniel Dueri, proveniente da SpaceX, tomou as rédeas da infraestrutura de computação.

O desafio imediato da nova liderança passa pela eficiência operacional. Num memorando interno, Nicolls admitiu que a taxa de utilização eficiente das GPUs durante os treinos estava num valor de apenas 11%, consideravelmente abaixo da média da indústria, que ronda os 35% a 45%. A meta da equipa passa agora por atingir os 50% nos próximos meses.

Entretanto, a Cursor encontra-se em negociações para atingir uma avaliação de cerca de 46 mil milhões de euros, enfrentando a pressão crescente das concorrentes diretas no ramo dos assistentes de programação. O seu modelo Composer 2, lançado em março a partir de uma base de código aberto da startup chinesa Moonshot AI e afinado com dados dos seus utilizadores, já demonstrou a capacidade de gerar e editar código em projetos de grande escala.

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