
Prepara-te para veres algumas mudanças de peso na paisagem rodoviária nacional. O Governo português aprovou um novo decreto-lei em Conselho de Ministros que autoriza oficialmente a realização de testes com veículos autónomos nas estradas do país. A medida promete colocar Portugal no radar da inovação tecnológica e atrair novos investimentos focados no futuro da mobilidade.
Regras rigorosas para garantir a segurança
O anúncio oficial foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, que destacou a importância desta transição. Segundo o governante, a aprovação deste regime coloca Portugal num grupo ainda muito restrito de países a nível europeu e global que já permitem a circulação de sistemas automáticos de condução.
No entanto, a libertação destes automóveis nas vias públicas não será feita de forma descontrolada. Para que os testes aconteçam, será exigido um processo de licenciamento bastante restrito. O Governo estabeleceu requisitos claros que abrangem os operadores dos sistemas informáticos, as características físicas dos próprios veículos e as exigências para os condutores de segurança, tudo com o objetivo principal de proteger quem circula na estrada.
A corrida das marcas ao continente europeu
Esta abertura do mercado nacional acontece numa fase de grande expansão da condução automatizada pela Europa. Ainda durante esta semana, a Tesla conseguiu um marco histórico ao obter a aprovação necessária para operar o seu sistema de condução com supervisão humana nos Países Baixos. Este passo ocorreu após mais de 18 meses de testes locais, tornando o país no primeiro da Europa a aceitar a tecnologia FSD Supervised da marca. Importa notar que este sistema ainda se encontra no nível 2 de autonomia, o que significa que, embora o automóvel lide com grande parte das tarefas, o condutor humano mantém a responsabilidade total e tem de estar sempre pronto para assumir o volante.
A gigante de Elon Musk não está sozinha nesta ambição europeia. No passado mês de outubro, a norte-americana Waymo revelou a sua intenção de colocar veículos totalmente sem condutor nas ruas de Londres já em 2026, encontrando-se a negociar as aprovações com as autoridades britânicas. O mesmo prazo de 2026 foi traçado pela Lyft e pela fabricante chinesa Baidu, que também preparam o lançamento das suas frotas de táxis-robôs deste lado do Atlântico.












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