
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara-se para visitar a China esta semana, numa viagem oficial que fará acompanhar-se por uma comitiva de peso do setor empresarial norte-americano. Segundo confirmou a Reuters, executivos de renome como Elon Musk, da Tesla, e Tim Cook, diretor executivo da Apple, fazem parte da lista de líderes que integram a deslocação.
Interesses comerciais e ausências notórias
Tanto a Apple como a Tesla mantêm uma presença forte no mercado chinês, embora tenham enfrentado uma concorrência cada vez maior por parte das empresas locais. Durante esta visita, está prevista a assinatura de vários acordos comerciais entre os Estados Unidos e a China em diversas indústrias. A fabricante aeronáutica Boeing poderá ser uma das principais beneficiadas, tendo como objetivo finalizar um negócio para a venda de 500 unidades do modelo 737 Max.
A lista de executivos tecnológicos que acompanham Trump inclui ainda Dina Powell McCormick da Meta, Cristiano Amon da Qualcomm e Chuck Robbins da Cisco. O setor financeiro e de investimentos também marca presença com David Solomon da Goldman Sachs, Stephen Schwarzman da Blackstone e Larry Fink da BlackRock, juntando-se ainda Sanjay Mehrotra da Micron.
Contudo, o diretor executivo da Nvidia, Jensen Huang, não recebeu convite para integrar a comitiva, apesar dos esforços contínuos da empresa para comercializar o seu chip de inteligência artificial H200 junto dos clientes chineses. Fontes próximas do processo indicam que a agenda da viagem está maioritariamente centrada em acordos nos setores da agricultura e da aviação comercial.
O longo processo de aprovação e o histórico comercial
Após vários meses de negociações, a Nvidia recebeu autorização do governo norte-americano para vender o chip H200 para a China. No entanto, a transação ainda não está concluída, uma vez que os clientes chineses da fabricante necessitam da aprovação final por parte do governo da China. No passado, as autoridades chinesas acusaram a Nvidia de violar as leis antimonopólio e de integrar mecanismos de desativação remota nos seus processadores. Algumas informações apontam que terá sido o próprio governo dos Estados Unidos a solicitar a inclusão destes sistemas nos componentes exportados.
O segundo mandato de Donald Trump como presidente norte-americano começou marcado por uma guerra comercial contra a China, período em que foram aplicadas tarifas pesadas sobre produtos e bens importados do país asiático. As duas potências globais acabaram mais tarde por chegar a um entendimento para reduzir as taxas alfandegárias e iniciar novas negociações comerciais.







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