
Donald Trump viaja esta semana para a China com o objetivo de debater o futuro da tecnologia com Xi Jinping, acompanhado por uma comitiva de luxo composta por líderes do setor. Conforme avançou o The Guardian, entre os nomes confirmados para esta missão diplomática em Pequim estão o cessante CEO da Apple, Tim Cook, e o responsável pela Tesla e SpaceX, Elon Musk. A visita acontece num momento de grande tensão, com a administração norte-americana a ponderar novas restrições à inteligência artificial que se assemelham ao modelo de controlo rigoroso adotado pelo governo chinês.
Comitiva de peso em Pequim
A escolha dos convidados para esta viagem oficial destaca a importância das relações tecnológicas entre as duas maiores economias do mundo. Além de Cook e Musk, a lista fornecida por oficiais da Casa Branca inclui Dina Powell McCormick, presidente da Meta, Sanjay Mehrotra da Micron, Chuck Robbins da Cisco e Cristiano Amon da Qualcomm. De fora fica Jensen Huang, CEO da Nvidia, que se mostrou recentemente crítico em relação às limitações de venda de chips para a China, defendendo que o país não deve perder a sua vantagem competitiva.
A presença de Tim Cook é particularmente relevante nestas negociações de alto nível. O iPhone 17 alcançou um sucesso histórico no mercado chinês, elevando as receitas trimestrais da empresa para novos máximos. Embora a marca tenha transferido parte da sua produção para o Vietname e para a Índia, o território chinês continua a ser o pilar central do seu fabrico. Na sequência do anúncio da sua reforma, a diplomacia e o contacto com líderes mundiais deverão tornar-se as principais responsabilidades de Cook.
Novas regras para a inteligência artificial
Apesar de promover a inovação das suas empresas, o governo norte-americano está a preparar uma ordem executiva que obrigará os laboratórios de inteligência artificial a submeterem os seus modelos mais recentes a uma revisão governamental. Segundo adianta uma notícia do Wall Street Journal, estas auditorias de segurança nacional serão conduzidas pelo Centro de Normas e Inovação em IA (CAISI). A medida já abrange acordos com grandes nomes da área, como a Microsoft, a xAI e a Google DeepMind.
Este cenário de maior controlo estatal gera alguma resistência no setor. O Pentágono mantém um braço de ferro judicial com a Anthropic devido a preocupações com a utilização militar da tecnologia. Em simultâneo, o vice-presidente JD Vance solicitou que a empresa não alargasse o acesso ao seu poderoso modelo Mythos, focado em cibersegurança, para além dos parceiros iniciais, de forma a salvaguardar a cadeia de abastecimento de possíveis riscos.












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