
A gigante das telecomunicações norte-americana Charter Communications confirmou ter sido alvo de um incidente informático, após o grupo de extorsão ShinyHunters ameaçar divulgar informações confidenciais caso não seja pago um resgate. Segundo avança o BleepingComputer, a empresa responsável pela marca Spectrum, que serve dezenas de milhões de clientes residenciais e empresariais nos Estados Unidos, já alertou as autoridades competentes para investigar a situação.
Apesar da dimensão da ameaça, a operadora sublinha que os seus sistemas principais permanecem seguros. A empresa garante que a atividade maliciosa não resultou na extração de informações pessoais sensíveis ou de dados proprietários da rede dos clientes.
A origem do ataque e o método usado
O caso ganhou visibilidade quando a Charter surgiu listada no portal de fugas de informação do grupo ShinyHunters. Os atacantes afirmam ter conseguido penetrar na infraestrutura da empresa no dia 1 de abril através de um ataque de phishing por voz. Esta tática enganadora permitiu comprometer a conta Microsoft Entra de um funcionário específico da organização.

Ao conseguirem este acesso inicial, os criminosos informáticos afirmam ter exportado cerca de 40 milhões de registos de clientes diretamente a partir do sistema Salesforce utilizado pela operadora. O grupo alega que a base de dados roubada inclui nomes, endereços de correio eletrónico, moradas, números de telefone, detalhes de planos de subscrição e ainda informação técnica ligada a pedidos de suporte.
A estratégia contínua de extorsão
A Charter Communications recusa confirmar as alegações específicas dos criminosos sobre o volume e a natureza exata das informações recolhidas, remetendo qualquer esclarecimento adicional para o seu comunicado inicial sobre a segurança das informações mais sensíveis.
O grupo responsável por este ataque tem focado os seus esforços no roubo de credenciais através de esquemas de engenharia social direcionados a funcionários. Ao acederem a contas corporativas centrais, conseguem infiltrar-se em dezenas de aplicações baseadas na nuvem para extrair registos vitais. O objetivo final passa sempre por chantagear as empresas visadas, ameaçando publicar o material em fóruns paralelos caso as exigências financeiras não sejam cumpridas.












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