
A famosa cadeia de lojas de conveniência 7-Eleven foi alvo de um grave ataque informático que resultou no roubo de informações sensíveis de milhares de pessoas. Segundo avança a BleepingComputer, o grupo de extorsão cibernética ShinyHunters reivindicou a autoria desta invasão aos sistemas da empresa, que ocorreu originalmente no início do mês de abril de 2026.
O impacto da invasão aos sistemas
A marca começou a notificar os clientes e utilizadores afetados no dia 1 de maio, confirmando que uma entidade não autorizada conseguiu aceder a sistemas utilizados para armazenar documentos de franchisados a 8 de abril de 2026. Embora a empresa não tenha apontado o dedo a um grupo específico na sua comunicação oficial, os cibercriminosos assumiram a responsabilidade pelo ataque poucos dias depois, a 17 de abril.
Os atacantes afirmaram ter obtido mais de 600 mil registos contendo informações corporativas e dados de identificação pessoal, tudo isto depois de contornarem a segurança do ambiente Salesforce da multinacional. A plataforma de verificação Have I Been Pwned analisou os ficheiros divulgados e revelou que a fuga de informação expôs os dados de 185 300 indivíduos únicos. Entre a informação comprometida encontram-se nomes completos, datas de nascimento, endereços de email, números de telefone e moradas físicas.
Um padrão de ataques a gigantes do mercado
Após a 7-Eleven ter recusado pagar o resgate exigido para a devolução e destruição da informação, o grupo criminoso avançou com a publicação de um ficheiro de 9,4 GB na dark web. Este incidente junta-se ao histórico recente da marca que, em agosto de 2022, viu a sua filial na Dinamarca ser forçada a fechar 175 lojas devido a um ataque de ransomware.
O grupo ShinyHunters tem mantido uma atividade intensa ao longo do último ano, focando-se em invadir centenas de empresas de grande dimensão. Na sua vasta lista de vítimas recentes encontram-se a Comissão Europeia, marcas de roupa como a Zara e a Mango, a produtora de videojogos Rockstar Games, e até tecnológicas de peso como a Cisco e a Google.
Face ao escalar contínuo deste tipo de ameaças, o FBI alertou novamente as empresas vítimas para não cederem às exigências dos atacantes. A agência federal sublinha que o pagamento de resgates não oferece qualquer garantia real de que os dados não serão vendidos a terceiros no futuro ou utilizados para novas tentativas de extorsão.












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