
A mais recente transmissão Nintendo Direct trouxe uma surpresa para os detentores da nova consola híbrida nipónica: a chegada inesperada de Rise of the Tomb Raider à Switch 2. O segundo capítulo da trilogia moderna da famosa exploradora foi lançado de forma imediata com todos os conteúdos adicionais, mas, de acordo com as impressões do site Voxel, a adaptação peca por não tirar o devido partido do hardware disponível no sistema.
Aventura intemporal com muito conteúdo
Mais de uma década após o seu lançamento original, a jornada pela mítica cidade de Kitezh continua a ser uma experiência extremamente envolvente. A estrutura do título mantém-se atual no panorama dos videojogos, oferecendo um equilíbrio sólido entre exploração, combates estratégicos e a resolução de quebra-cabeças. A versão agora disponibilizada para a consola da Nintendo inclui a campanha base e todas as expansões lançadas ao longo dos anos, garantindo dezenas de horas de jogo. A adição da dobragem e a possibilidade de desfrutar da aventura em modo portátil são argumentos de peso para quem quer regressar às terras geladas da Sibéria.
Limitações técnicas na nova consola
Apesar da qualidade inegável da obra, o trabalho de adaptação de Rise of the Tomb Raider deixa um pouco a desejar. O título corre a trinta quadros por segundo, tanto no modo portátil como na base ligada à televisão, o que por si só não seria um entrave se a fluidez fosse constante. Durante as sequências com mais ação e efeitos visuais, os jogadores podem deparar-se com quebras de desempenho percetíveis. Existe também um atraso no carregamento de texturas em cenários mais vastos, afetando a imersão visual no ecrã.
Estas restrições parecem resultar de uma otimização insuficiente, em vez de falta de potência bruta da máquina. A Switch 2 já provou ser capaz de executar experiências bastante exigentes, como Cyberpunk 2077 ou Final Fantasy VII Rebirth, mostrando que consegue ir mais além quando o trabalho de desenvolvimento o permite. À semelhança do que aconteceu com outras coleções adaptadas recentemente, o potencial do equipamento acabou por ser limitado pela própria conversão.
Ainda assim, para quem procura uma excelente experiência focada num jogador, a compra continua a justificar-se. Com um preço a rondar os 20 a 22 euros (mediante a conversão direta de lançamentos noutros mercados), o pacote oferece um volume de entretenimento impressionante para a franquia. Fica apenas a sensação de que o tão aguardado regresso de Lara Croft merecia um polimento técnico superior para estar à altura do que a nova plataforma consegue verdadeiramente oferecer.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!