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AWS e Microsoft com bandeira da União Europeia

A União Europeia decidiu colocar os serviços de computação em nuvem da Amazon e da Microsoft sob a alçada da Lei dos Mercados Digitais, assumindo uma posição de controlo concorrencial no ecossistema digital europeu. Numa nota preliminar, as plataformas Amazon Web Services (AWS) e Microsoft Azure foram sinalizadas como intermediárias fundamentais entre empresas e consumidores, o que as sujeita a regras regulatórias muito mais estritas no espaço comunitário.

De acordo com um comunicado oficial divulgado pela Comissão Europeia, ambas as gigantes norte-americanas ocupam uma posição consolidada e duradoura no setor. O regulador destaca que o volume de negócios, o alcance operacional e os investimentos massivos destas plataformas superam de forma expressiva os dos concorrentes diretos no Velho Continente, gerando um forte efeito de fidelização que se traduz em elevados custos de mudança de serviço para os clientes.

Exceção aos critérios habituais da lei

O enquadramento da AWS e da Azure como gatekeepers representa uma decisão invulgar no panorama regulatório europeu. Pelos critérios padrão estabelecidos pela legislação, o estatuto aplica-se apenas a empresas com uma faturação anual na Europa de pelo menos 7,5 mil milhões de euros, presença em três Estados-membros e mais de 45 milhões de utilizadores ativos por mês. Embora os serviços de computação em nuvem da Amazon e da Microsoft fiquem aquém destes limites numéricos, o regulador europeu ativou uma prerrogativa legal que permite a atribuição do estatuto com base no impacto qualitativo real e na dependência criada pelos seus ecossistemas de grande dimensão.

Consequências e próximos passos para o mercado

Esta determinação ainda não é definitiva, abrindo agora a oportunidade para as visadas recorrerem legalmente. Caso as conclusões provisórias venham a ser ratificadas, as tecnológicas disporão de um prazo de seis meses para alinhar as respetivas infraestruturas de cloud com as exigências da regulamentação comunitária. A vice-presidente do executivo europeu, Teresa Ribera, defendeu a urgência desta medida, lembrando que a economia do bloco está cada vez mais dependente de estruturas sustentáveis e interoperáveis, o que obriga a manter o mercado competitivo e equilibrado para todos os intervenientes. A Lei dos Mercados Digitais, em vigor desde o final de 2022, funciona como uma ferramenta essencial para impedir barreiras artificiais no desenvolvimento do mercado tecnológico.

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