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Microsoft Teams em smartphone

O acompanhamento presencial no ambiente de trabalho ganhou uma nova automatização com o lançamento global da funcionalidade Workplace Check-in. Conforme revelam os dados partilhados na página de suporte da Microsoft, o sistema consegue atualizar a localização física dos utilizadores assim que estes se ligam à rede Wi-Fi da empresa ou a periféricos nas secretárias.

A novidade chega a uma plataforma que faz parte da rotina corporativa global, estando presente em mais de 1 milhão de organizações e sendo utilizada por 93 das 100 maiores empresas da lista Fortune 100. Através desta ferramenta integrada no Microsoft Teams, o objetivo passa por reduzir a necessidade de atualizar manualmente o estado para "no escritório", permitindo que os colegas coordenem reuniões presenciais com maior facilidade.

Como funciona o controlo de localização

O Workplace Check-in funciona como uma extensão dos controlos de horário de trabalho do Microsoft 365 e dos sinais de presença já existentes. Caso a equipa de informática configure o sistema detalhadamente, o estado do funcionário não indicará apenas a presença no edifício, mas especificará a sala ou o andar exato. Se o computador estabelecer ligação na "Sala de Reuniões C", por exemplo, os colegas saberão a localização precisa.

A gigante tecnológica assegura que a funcionalidade vem desativada por omissão, exigindo a ativação por parte dos administradores e o consentimento explícito do trabalhador. Contudo, a natureza "voluntária" da adesão tem gerado acesos debates. No contexto laboral, a decisão de não partilhar a localização quando toda a restante equipa aceita fazê-lo pode criar uma pressão invisível e afetar a confiança entre os colaboradores.

As preocupações com a vigilância e privacidade

Face ao crescimento das políticas de regresso obrigatório ao escritório, o rastreio automático levanta sérias dúvidas sobre a privacidade e a vigilância digital. Em declarações à revista Fortune, a marca defendeu-se ao afirmar que "proteger a privacidade dos funcionários está no centro da forma como inovamos e construímos". Os administradores não têm acesso a relatórios históricos, painéis de controlo ou registos de movimentos passados, e a recolha de dados cessa fora do horário de expediente.

Os dados de mercado mostram um cenário complexo no controlo de desempenho nas empresas. Um estudo recente da ExpressVPN revela que 80% dos empregadores realizam algum tipo de monitorização do trabalho. Segundo a Associação Americana de Psicologia, 56% dos profissionais vigiados sentem-se tensos ou stressados nas suas funções. A controvérsia aumenta quando analisamos os próprios relatórios de monitorização eletrónica da criadora do Windows, que classificam o rastreio da localização física e dos movimentos corporais como um dos métodos mais invasivos para os funcionários.

A introdução desta ferramenta coincide com uma fase em que a própria Microsoft exige que os funcionários que residam a menos de 50 milhas (aproximadamente 80 quilómetros) de um escritório compareçam presencialmente pelo menos três dias por semana. Num mercado global dependente destas plataformas corporativas, a grande questão reside em saber se as empresas que implementam o recurso vão encontrar formas de abusar da tecnologia.

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