
Investadores revelaram um novo método capaz de contornar revisores de código automatizados e roubar chaves secretas de repositórios. O ataque, detalhado pelo ASSET Research Group, esconde instruções maliciosas dentro de uma simples imagem PNG. Esta técnica explora a confiança cega nas ferramentas de programação, transformando ficheiros aparentemente inofensivos em canais de extração de dados vitais.
Como funciona a extração silenciosa de credenciais
A vulnerabilidade afeta plataformas de alojamento como o GitHub, aproveitando o facto de 73% das submissões de código em 300 dos repositórios públicos mais ativos avançarem sem uma revisão humana rigorosa. Um ficheiro de convenções do projeto, como um AGENTS.md, aponta para uma imagem (docs/images/build-spec.png). Sistemas de verificação baseados em texto, como o CodeRabbit ou o Bugbot, ignoram ficheiros gráficos por defeito.
O roubo ocorre mais tarde, quando um programador pede a um assistente virtual para gerar código banal. O agente lê a imagem, extrai as diretrizes maliciosas e acede ao ficheiro .env. O resultado é a injeção de todas as chaves sob a forma de uma lista de números inteiros no código-fonte, escapando por completo aos detetores de segurança convencionais.
Ferramentas de programação expostas perante os modelos
Os testes da equipa de investigação demonstraram que o risco reside maioritariamente nas próprias ferramentas de integração e não nos grandes modelos de linguagem. Soluções como o Cursor e o Antigravity executaram a instrução visual e expuseram as credenciais sob a análise do Sonnet, Gemini e GPT-5.5.
A resposta perante a ameaça variou quando o Claude Code da Anthropic entrou em ação, recusando extrair a informação e justificando o bloqueio de forma detalhada. Num outro ensaio através do Antigravity, o modelo Opus redigiu o segredo no código, mas apagou o texto de imediato após detetar o padrão de engenharia social na fase final do processo.
Defesa multimodal contra falhas estruturais
Para colmatar esta lacuna crítica de segurança, os especialistas desenvolveram uma aplicação de proteção capaz de operar numa placa gráfica de 4 GB. O sistema efetua uma varredura de caracteres invisíveis, cruza a estrutura do código submetido e processa o texto e as imagens através de modelos avançados.
Num ambiente de validação contra 80 pedidos maliciosos nunca antes vistos e 30 perfeitamente legítimos, a barreira de defesa bloqueou todos os ataques à exceção de um, com zero falsos positivos. A eficácia desta metodologia exige que as empresas de tecnologia comecem a inspecionar os anexos visuais com o mesmo nível de detalhe até agora reservado ao código escrito.












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