
A Check Point disponibilizou uma correção urgente para uma vulnerabilidade de dia zero (zero-day) que afeta o painel de administração da sua interface gráfica SmartConsole. A falha está a ser aproveitada por atacantes para contornar a autenticação de segurança e obter privilégios administrativos nos servidores de gestão visados.
Identificada como CVE-2026-16232, esta falha de desvio de autenticação permite que utilizadores maliciosos não autenticados obtenham um token de início de sessão da aplicação. Com este acesso de administrador, torna-se possível alterar remotamente as configurações de segurança e as políticas de proteção da rede através de um Security Management Server ou Multi-Domain Security Management Server (MDS).
O impacto e as condições de exploração
A empresa confirmou que detetou a exploração ativa do problema em ambiente real, embora este tenha afetado um número muito reduzido de clientes. Para que o ataque seja bem-sucedido, é necessário que o endereço IP do servidor de gestão esteja exposto diretamente à Internet e que a configuração não preveja restrições para os clientes autorizados (Trusted Clients).
Como medida imediata para os administradores de sistemas que não possam aplicar a atualização de segurança de forma imediata, a recomendação passa por limitar os Trusted Clients a sub-redes ou endereços IP de confiança. Adicionalmente, deve ser assegurado o bloqueio de acessos de gestão para quaisquer ligações não autorizadas, seguindo as diretrizes de boas práticas de robustecimento da marca.
Alerta da CISA e historial de ameaças
A gravidade da situação levou a Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA), a agência de cibersegurança dos EUA, a incluir a falha no seu catálogo de vulnerabilidades conhecidas e exploradas. Foi emitida uma ordem para que os organismos federais norte-americanos apliquem a correção até ao próximo sábado, dia 25 de julho. A agência recomenda ainda que todas as organizações privadas priorizem esta intervenção para mitigar riscos de intrusão nas redes.
Este incidente surge após o registo de outras falhas na infraestrutura da tecnológica. Em junho, foram emitidas ordens semelhantes para mitigar a vulnerabilidade CVE-2026-50751, explorada em ataques do grupo de ransomware Qilin. Há dois anos, a falha CVE-2024-24919 nos Quantum Security Gateways da fabricante também foi ativamente visada em campanhas associadas ao malware NailaoLocker.












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