
A Apple está a adotar uma postura rigorosa nas negociações com a Samsung Display e a LG Display para diminuir o custo dos painéis OLED destinados ao iPhone 18 Pro Max. De acordo com os detalhes partilhados pelo The Elec, a tecnológica de Cupertino propôs inicialmente pagar cerca de 61,49 € por cada painel, estando agora as conversações centradas num valor de 58,41 €.
Este número representa uma descida substancial em comparação com os aproximadamente 70,27 € pagos pela tela do iPhone 17 Pro Max. A redução efetiva aproxima-se dos 17%, uma percentagem que as fontes da cadeia de abastecimento sul-coreana arredondam para cerca de 20%. O aspeto central desta estratégia é que a fabricante não procura encomendar uma solução mais rudimentar: o objetivo é desembolsar menos por um componente tecnicamente mais avançado e com um fabrico mais exigente.
Mais tecnologia, menor impacto financeiro
O investimento nas telas OLED do catálogo norte-americano tem vindo a cair nas últimas gerações. A título de exemplo, a marca chegou a pagar mais de 87,84 € por unidade para equipar o iPhone 16 Pro Max. A poupança planeada para a nova geração ronda os 11,86 € por smartphone. Quando esta quantia é multiplicada pela vasta escala de produção, o impacto torna-se gigantesco.
As estimativas da UBI Research indicam que as fábricas asiáticas vão fornecer 47 milhões de painéis (26 milhões com origem na linha de produção da Samsung Display e 21 milhões da LG), resultando numa poupança total que pode superar os 553,39 milhões de euros face aos custos da geração transata. O fabricante chinês BOE terá ficado afastado do fornecimento para os modelos Pro devido a problemas de qualidade e rendimento na linha de montagem.
Para o utilizador, o corte orçamental não se vai refletir em perda de desempenho. Os iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max vão integrar o novo conjunto de materiais OLED M16, desenhado para otimizar a eficiência luminosa, melhorar a reprodução de cores e aumentar a longevidade do ecrã. Espera-se também a adoção da tecnologia LTPO+, que vai permitir um controlo mais rigoroso do funcionamento da tela e reduzir o seu consumo energético.
Memórias caras forçam subida de preços globais
A principal motivação para este aperto sem precedentes aos fornecedores de ecrãs reside no encarecimento vertiginoso da memória DRAM, do armazenamento NAND e de outros componentes vitais. Com a expansão massiva dos centros de dados para inteligência artificial a absorver quase toda a produção mundial, os fabricantes de silício estão a privilegiar os produtos para servidores. Estes equipamentos garantem margens de lucro superiores e acordos de longo prazo com pagamentos antecipados.
Em junho de 2026, Tim Cook reconheceu que o agravamento dos preços em algumas categorias de produtos seria quase inevitável. O executivo explicou que a situação se tornara insustentável na cadeia de fornecimento, levando a aumentos já confirmados nos computadores Mac. Os telemóveis não serão exceção à regra traçada pela empresa.
A previsão atual coloca o preço de partida dos iPhone 18 Pro e Pro Max nos 1.141,03 € e 1.228,87 €, respetivamente, nos mercados internacionais. Este salto de aproximadamente 175,68 € face aos predecessores significa que o esforço negocial nas telas servirá exclusivamente para proteger as margens de lucro da tecnológica. Para os consumidores portugueses, o cenário reveste-se de maior gravidade, uma vez que a estes valores de referência vão somar-se os impostos e as taxas locais, elevando o custo final. Importa sublinhar que, para tentar conter ainda mais os gastos na produção, será utilizada uma memória QLC mais lenta, consolidando a tendência de um equipamento mais caro sem benefícios económicos diretos para quem o compra.












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