
Segundo avançou o The Verge, o primeiro jogo da saga de estratégia a chegar à Nintendo Switch 2 promete abanar a fórmula tradicional da série. Intitulado Fire Emblem: Fortune’s Weave, o título tem lançamento marcado para 17 de setembro e traz uma estrutura narrativa ambiciosa que permite alternar livremente entre quatro heróis principais na mesma campanha.
Ao contrário do aclamado Three Houses, onde o jogador escolhia uma fação e seguia esse caminho até ao fim, esta nova entrega pretende solucionar a frustração de perder partes da história num único percurso. No entanto, as primeiras impressões após 26 horas de jogo revelam que a inovação estrutural traz os seus próprios desafios de ritmo.
Viagem no tempo e múltiplas perspetivas
A premissa arranca com um quinto protagonista inserido num mundo destruído por um lorde demónio. Após as batalhas iniciais que servem de tutorial, a missão fica clara: viajar no tempo até aos chamados Jogos Heroicos, ocorridos anos antes, para alterar o passado e garantir a ajuda das quatro figuras lendárias originais.
Cada um destes quatro protagonistas empunha um artefacto poderoso que lhes confere vantagens no campo de batalha, atuando simultaneamente como uma bomba-relógio para quem o utiliza. O leque de heróis inclui Cai, um jovem corajoso que luta para salvar o pai da prisão; Dietrich, um espadachim sedento de combates exigentes; Theodora, que ostenta um braço mágico e uma personalidade forte; e Leda, uma música munida de uma vihuela mística movida por desejos de vingança.
Embora as motivações de cada um se cruzem de forma intrigante, a estrutura da campanha obriga a jogar fases semelhantes de forma recorrente. Ao atingir o capítulo 5 com a história de cada personagem, torna-se evidente a repetição exaustiva de missões, masmorras e até de sequências cinemáticas, quebrando um pouco o fator novidade para os jogadores mais atentos.
Combate tático refinado
Apesar desta sensação de repetição, as vertentes de estratégia e progressão de RPG continuam a brilhar e justificam a persistência. A cidade capital serve de ponto central de preparação, impondo um prazo no calendário para a próxima grande batalha da história. O jogador pode gerir estes dias livres para treinar unidades, aprofundar laços entre os guerreiros e explorar o mapa do mundo.
O combate divide-se entre a perspetiva clássica de estratégia por turnos numa grelha e embates mais tradicionais de RPG no interior das masmorras. A preparação minuciosa da equipa e a maximização das estatísticas mantêm-se altamente viciantes, com os grandes confrontos a assumirem-se como excelentes pontos altos da narrativa, mesmo perante um desafio acessível na dificuldade padrão.
A aposta da marca nesta franquia afigura-se como um lançamento de peso para o outono, mesmo num mês altamente congestionado nos videojogos e pela sombra iminente do GTA VI. Com o anterior Three Houses a exigir cerca de 50 horas apenas para um percurso, Fortune’s Weave promete oferecer uma longevidade substancial para quem quiser desvendar todos os segredos destes novos heróis.












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