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Placa gráfica

A escassez de componentes e o aumento dos custos de produção vão voltar a encarecer as placas gráficas e os computadores completos nos próximos meses. O alerta foi deixado pela gigante PC Partner Group, empresa-mãe de marcas como a ZOTAC, Inno3D e Manli, num relatório detalhado pelo portal IT Home.

A confirmação Surge poucas semanas após ter sido revelado que a AMD e a NVIDIA subiram os preços dos pacotes de chips gráficos e memória VRAM vendidos aos parceiros de fabrico, antecipando uma pressão contínua sobre os consumidores.

Procura por inteligência artificial penaliza o segmento de entrada

A escassez de GPU e memória dedicada está diretamente ligada ao aumento da procura por componentes para servidores de inteligência artificial. O setor empresarial tem absorvido grande parte das matérias-primas e linhas de produção de chips, processadores, memória RAM e unidades SSD de alto desempenho.

Como consequência, o volume de placas gráficas enviadas no primeiro semestre de 2026 registou uma queda acentuada face aos últimos seis meses de 2025, devendo reduzir ainda mais até ao final do ano. As modelos de entrada e de gama baixa são as mais afetadas, deixando praticamente de existir alternativas económicas para quem procura montar um computador com orçamento reduzido.

O problema afeta todo o ecossistema de componentes, provocando atrasos nos prazos de entrega de processadores e memórias. A própria PC Partner viu a produção dos seus Mini-PC ser prejudicada pela falta de matérias-primas no segundo trimestre, enquanto prepara o envio do seu novo negócio focado em servidores de IA para a segunda metade do ano.

Volume de vendas cai mas lucros da empresa disparam 117%

Apesar da redução na quantidade de equipamentos comercializados, os resultados financeiros da fabricante refletem a forte subida nos preços médios. As vendas das marcas próprias da PC Partner recuaram 9,2% em valor, passando de 4.917 milhões para 4.462,5 milhões de dólares de Hong Kong, com uma queda de 18,4% no número de unidades vendidas. No entanto, o preço médio por placa subiu 10,7%.

No segmento ODM/OEM, a tendência revelou-se ainda mais vincada. As receitas dispararam 73,9% apesar de uma descida de 38,4% nas unidades entregues, impulsionadas por encomendas de modelos de gama alta cujo preço médio aumentou 181%.

Graças a esta transição para produtos mais dispendiosos, a margem bruta da empresa subiu de 10,5% para 16,5%, permitindo um crescimento de 58,7% no lucro bruto. O lucro líquido do grupo no primeiro semestre de 2026 fixou-se nos 545,5 milhões de dólares de Hong Kong, um salto homólogo de 117,9% que compensou o modesto crescimento de 1,5% nas receitas totais. Para o consumidor final, o cenário aponta para um mercado cada vez mais caro e com menor disponibilidade de escolha.

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