
A loja de informática Future Technology, sedeada em Hong Kong, descobriu um esquema insólito dentro das suas próprias instalações. Dois trabalhadores terão aproveitado as suas posições na empresa para retirar material informático do armazém, vendendo depois o equipamento através de uma loja que fundaram em segredo. A informação, detalhada pelo HKEPC, aponta para uma operação que decorreu sem levantar suspeitas durante cerca de um ano.
O esquema de montagem à medida
Os funcionários, identificados apenas pelos apelidos Chung e Wong, beneficiaram do facto de um deles ocupar um cargo de direção na empresa lesada. O conhecimento profundo dos procedimentos logísticos permitiu o desvio de componentes sem acionar alarmes imediatos. Para escoar a mercadoria furtada, os dois homens criaram a Point Connect Ltd, que operava a partir do domínio pc-hk.com.
O negócio centrava-se na montagem de PC por encomenda, uma tática ideal para converter peças individuais em sistemas completos, disfarçando a origem do material. Esta atividade clandestina significava que a dupla não só desviava equipamento, como competia diretamente pelos mesmos clientes na plataforma de e-commerce da Future Technology. A acusação é sustentada por uma investigação interna que recolheu gravações de segurança, falhas nos registos de inventário e troca de mensagens entre colaboradores.
Negações e intervenção das autoridades
Apesar de não existir um valor final divulgado, a administração descreve as perdas como bastante substanciais. A dimensão do alegado fraude motivou o envio do caso para a Polícia de Hong Kong e para a Comissão Independente contra a Corrupção. A Future Technology emitiu ainda um apelo aos consumidores, pedindo àqueles que compraram equipamentos na referida plataforma online que entrem em contacto, numa tentativa de rastrear os lotes desviados.
A Point Connect já reagiu e nega qualquer envolvimento na venda de material furtado. Num comunicado publicado na sua página web, classifica a denúncia como fabricada e ameaça avançar para os tribunais com um processo por difamação. O desfecho desta disputa fica agora entregue à justiça asiática, com a curiosidade de que o site da acusada exibe a nota de repúdio, mas bloqueou qualquer funcionalidade de compra.












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