
A nova gama de smartphones Google Pixel 11 chega equipada com o processador Tensor G6 e traz uma alteração substancial no departamento de conetividade: o abandono dos componentes de rede da Samsung em favor de uma solução desenvolvida pela MediaTek. Segundo informação avançada pelo 9to5Google, a transição encerra meses de rumores e responde a uma das críticas mais persistentes feitas aos equipamentos da marca.
Fim de uma era marcada por problemas de conetividade
Historicamente, a conetividade representou um dos pontos mais vulneráveis da arquitetura Tensor. Nas primeiras gerações, quando a plataforma da Google ainda derivava diretamente dos chips Exynos da Samsung, as falhas na captação de sinal e a instabilidade de rede eram habituais. Embora a empresa tenha introduzido melhorias assinaláveis a partir do Pixel 8 e do Tensor G3, a estabilidade das ligações manteve-se sob olhar atento.
No ano passado, com a chegada do Tensor G5 — o primeiro processador desenhado integralmente pela Google e produzido pela TSMC —, a marca optou por manter o modem fornecido pela empresa sul-coreana. Contudo, os registos na FCC e os dados do baseband presentes nos novos dispositivos confirmam agora a transição definitiva para os componentes da MediaTek.
Promessas da Google para a nova geração
Na loja oficial Google Store, a empresa assegura que o novo modem é "fiável, mais rápido e mais eficiente em termos de energia". Uma nota de rodapé precisa que estas afirmações resultam de testes realizados em dispositivos de pré-produção sob condições laboratoriais controladas.
As expectativas em relação a esta alteração são elevadas. No passado, os modems da Samsung foram associados a um desempenho inferior, consumo excessivo de bateria e problemas de sobreaquecimento nos telemóveis. Para quem utiliza diariamente a linha de smartphones da marca, esta mudança promete traduzir-se numa experiência de utilização substancialmente mais consistente no dia a dia.












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