
Mais de 8.300 servidores expostos do Gitea continuam vulneráveis a uma falha crítica de segurança que permite a execução de código remoto, e que está a ser explorada ativamente para instalar malware de mineração de criptomoedas. De acordo com a equipa de segurança do Gitea, a vulnerabilidade afeta o endpoint diffpatch e pode ser desencadeada até por visitantes não autenticados.
O problema, identificado como CVE-2026-60004 e descoberto pelo investigador da Salesforce Shai Rod, permite que um atacante execute comandos arbitrários no sistema operativo com os mesmos privilégios da conta de serviço. Como a plataforma tem o registo de utilizadores aberto por defeito, qualquer pessoa pode criar uma conta, iniciar um novo repositório e enviar um patch malicioso, ativando a execução do código.
Agências governamentais com prazo apertado
A gravidade da situação levou a Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestruturas dos EUA (CISA) a adicionar a falha ao seu catálogo de vulnerabilidades exploradas. A agência estabeleceu um prazo de apenas 3 dias, que termina a 28 de agosto, para que as agências executivas civis federais do país procedam à atualização dos seus sistemas, ao abrigo da diretiva BOD 26-04.

A organização de monitorização de cibersegurança Shadowserver emitiu um aviso na passada sexta-feira a indicar que a taxa de atualização continua baixa em quase 8.400 instâncias. No dia 27 de agosto, os sistemas de rastreio ainda detetavam 8.393 endereços IP vulneráveis aos ataques em curso.
O problema de manter servidores desatualizados
A empresa lançou a versão 1.27.1 no dia 27 de julho para corrigir o problema e tem aconselhado a aplicação imediata da atualização. Esta situação surge pouco tempo depois de outra vulnerabilidade grave (CVE-2026-20896) ter afetado a imagem oficial do Docker em julho, permitindo contornar a autenticação de certos sistemas.
O Gitea é uma solução de alojamento de código muito procurada como alternativa privada a plataformas na nuvem como o GitLab, Bitbucket ou GitHub. O projeto conta com cerca de 400.000 instalações ativas a nível mundial e o apoio de perto de 1.500 contribuidores regulares, exigindo agora uma forte mobilização por parte dos administradores de sistemas para travar o avanço das infeções por malware.












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