
O número de plataformas de apostas ilegais identificadas pelas autoridades brasileiras e enviadas para encerramento ultrapassou a marca dos 10 mil. A medida surge apenas uma semana após o Governo do Brasil ter proibido as "bets" e os casinos online no país.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, revelou que o volume de pedidos enviados à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) duplicou em menos de cinco dias. Segundo o responsável, na segunda-feira os pedidos contabilizavam 5.209 plataformas, um valor que subiu para 8.357 na quinta-feira e ultrapassou os 10 mil na data da conferência de imprensa. "Hoje, passámos de 10 mil sites encaminhados para a Anatel para encerramento, o que é um número muito significativo", sublinhou.
Impacto na economia e devolução de fundos
Dario Durigan, ministro da Fazenda, explicou que a Anatel consegue bloquear os sites em poucas horas após receber a notificação. Antes mesmo da adoção da Medida Provisória que baniu estas plataformas, a agência já tinha encerrado outros 78 mil sites ilegais a pedido do executivo, como foi o caso do conhecido "jogo do tigrinho".
A proibição já se está a refletir no volume de transferências via Pix. O ministro relacionou a queda na utilização deste sistema de pagamentos com a suspensão das plataformas de apostas. "Percebemos uma diminuição do Pix e já alguma movimentação para outros setores da economia. Continuamos a estudar para entender esta movimentação, mas o indício que temos hoje é que o dinheiro está a ir para outros setores", detalhou.
Os apostadores têm até à próxima segunda-feira para levantar os fundos depositados nestes serviços. Dario Durigan garantiu que, numa semana, os valores retidos já desceram de 2,1 mil milhões de reais (cerca de 357,2 milhões de €) para 1,4 mil milhões de reais (aproximadamente 238,1 milhões de €).
"Para quem não conseguiu retirar o dinheiro, por qualquer dificuldade, o recurso vai ser devolvido pelos próprios bancos que operam com as bets, entre 9 e 14 de outubro. Eles farão a devolução", assegurou o ministro.







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